domingo, 2 de julho de 2017

APLAC EMPOSSA NOVOS ACADÊMICOS

      Na noite do último sábado (dia 1º/7), nas dependências do Museu Histórico de Planaltina-DF, a Academia Planaltinense de Letras, Artes e Ciências (APLAC), presidida pelo professor, historiador e escritor Xiko Mendes, empossou três novos Acadêmicos: ROBSON ELEUTÉRIO, LUIZ FELIPE VITELLI e EDUARDO DURÃES, que ocuparão as cadeiras 42, 43 e 51, patronadas por PAULO BERTRAN, DULCINA DE MORAES e RENATO RUSSO, respectivamente.
      Os três novos confrades foram recepcionados pelo Acadêmico (e diretor Cultural da APLAC) Mário César de Sousa Castro, que fez um breve discurso de saudação aos recém-empossados.


















domingo, 18 de junho de 2017

ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS, ARTES E CIÊNCIAS - APLAC

EDITAL Nº: 84/2017
CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Pelo presente Edital e a quem interessar possa (em conformidade com o Estatuto Social vigente), FICAM CONVOCADOS TODOS OS MEMBROS EFETIVOS desta Entidade para comparecerem à Assembleia Geral Ordinária, que será realizada em conformidade com o ORGANOGRAMA abaixo descrito:
               I.         DATA: sábado, 1º de julho de 2017;
             II.         HORÁRIO: a partir das 14 horas;
            III.         LOCAL: CEF 01 de Planaltina (Centrinho);
           IV.         PROGRAMAÇÃO BIMESTRAL:

4.1: ABERTURA pela MDT – Mesa Diretora dos Trabalhos:
A.    Palavras do Presidente (3 minutos);
B.    Leitura da Pauta (2 minutos);
C.    Informes Oficiais da Entidade (15 minutos);

4.2: TAL – TRIBUNA ACADÊMICA LIVRE (Palavra Franca para Informes Gerais): espaço para divulgação de assuntos diversos tanto pelos acadêmicos quanto pelos demais presentes (15 minutos);

4.3: MOCSA – MOMENTO OFICIAL DE CULTO AO SABER ACADÊMICO: espaço livre para Manifestações ou Observações Culturais (Sugestão: Homenagem ao Centenário do nome Planaltina em 14 de julho de 1917 ou aos 129 anos de nascimento de Fernando Pessoa – Patrono desta entidade, nascido em 13 de junho de 1888 – 20 minutos);

4.4: CARPE-DIEN – CARDÁPIO DE PETIÇÕES E DELIBERAÇÕES INSTITUCIONAIS DA ENTIDADE (Tomada de Decisões):
A.    Inscrição de CHAPAS para concorrer às Eleições Acadêmicas de 26 de agosto de 2017 (10 minutos);
B.    Realização do Cerimonial de Posse dos Acadêmicos aprovados na Sessão de 18/2/2017 (30 minutos);

4.5: ENCERRAMENTO previsto: 16:00;

Brasília-DF, 5 de abril de 2017.

XIKO MENDES;

Presidente, Gestão Interina (18/2 a 4/9/2017).

OBS.: Esse edital foi republicado.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

33ª FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA

            Entre os dias 16 e 25/06 será realizada a 33ª FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA, no Pátio Brasil Shopping, e o nosso confrade JOÉSIO MENEZES está parte da programação do evento, ocasião em que lançará o livro "Versos e Louvores", no dia 21, a partir das 15 horas.
            A Academia Planaltinense de Letras, Artes e Ciências (APLAC) também se fará presente no Stand de vendas destinado às Academia de Letras de Brasília e do entorno.
           








  COMPAREÇAM e PRESTIGIEM-NOS!...

segunda-feira, 22 de maio de 2017



ORIGEM HISTÓRICA DAS ACADEMIAS DE LETRAS

(por Vivaldi Moreira)




A Academia original foi uma escola fundada em 387 a.C., próxima a Atenas, pelo filósofo Platão. Nessa escola, dedicada às musas, onde se professava um ensino informal através de lições e diálogos entre os mestres e os discípulos, o filósofo pretendia reunir contribuições de diversos campos do saber como a filosofia, a matemática, a música, a astronomia e a legislação. Seus jovens seguidores dariam continuidade a este trabalho que viria a se constituir num dos capítulos importantes da história do saber ocidental. A escola era formada de uma biblioteca, uma residência e um jardim.

Pela tradição, este jardim teria pertencido a Academus - herói ateniense da guerra de Tróia (século XII a.C.), e por isso era chamado de academia.

As mais conhecidas academias gregas foram a Antiga Academia, fundada por Platão, que teve entre seus mestres o matemático Eudóxio de Cnido, e como discípulos, entre outros, Aristóteles, Xenócrates e Espeusipo; a chamada Academia do Meio, fundada pelo filósofo platônico grego Arcesilaus e a Nova Academia, fundada pelo filósofo cético grego Carneades. Essa tradição que deu origem a todas as academias e universidades de ensino superior do Ocidente foi interrompida com o seu fechamento pelo imperador romano Justiniano em 529 d.C. Diversas academias de poetas e artistas se estabeleceram na França e na Itália nos séculos XIII e XIV.

A Academia Platônica, fundada em Florença por volta de 1440, foi a mais famosa academia da Renascença italiana. Ela se dedicou a aprofundar o estudo da obra de Platão, ao aprimoramento da língua italiana e ao estudo de Dante. A Academia Francesa - que serviu de modelo à Academia Brasileira e por extensão a Academia de Letras e Artes da Serra, ES - foi fundada, em 1635, por iniciativa do Cardeal Richelieu que obteve a autorização para seu funcionamento do Rei Luís XIII, com a principal finalidade de tornar a língua francesa "pura, eloqüente, e capaz de tratar das artes e ciências."

A Academia Francesa tem cumprido essa missão, também, através das sucessivas edições de seu Dicionário. Oito edições já foram realizadas entre 1694 e 1932, estando em curso os trabalhos da nona edição. As entradas do Dicionário são conservadoras e sempre ilustradas através de citações literárias; termos chulos, gíria e expressões coloquiais são evitados. Essa mesma orientação foi seguida na Gramática da Academia Francesa publicada em 1932.

Constituída por quarenta cadeiras, cujos ocupantes perpétuos são eleitos, depois de se apresentarem como candidatos a uma vaga, apresentando suas qualificações. O novo acadêmico toma posse discursando em agradecimento à Academia e realizando o elogio de seu antecessor.

Marcos históricos recentes da Academia Francesa foram a eleição do primeiro estrangeiro, Julian Green, romancista americano que escrevia em francês, em 1971, e da primeira mulher acadêmica, Marguerite Yourcenar, em 1981. Neste último caso, a Academia Brasileira, com a eleição de Rachel de Queiroz em 1977, antecedeu em quatro anos sua congênere francesa.

Já a Academia Brasileira de Letras foi criada na segunda metade do século XIX, quando o Rio de Janeiro já apresentava uma vida literária marcada pelas reuniões de escritores e publicações de periódicos voltados para a literatura. Pontos de encontro, como as livrarias Laemmert e, posteriormente, a Garnier, mantinham a regularidade dessas reuniões.

A criação da Academia foi ideia lançada por um grupo de jovens escritores, dando corpo às propostas iniciais de Lúcio Mendonça e Medeiros e Albuquerque. Em 1896, sucessivos encontros na redação da Revista Brasileira, dirigida então por José Veríssimo, assumiram a forma de sessões preparatórias. Em 15 de dezembro, Machado de Assis foi aclamado primeiro Presidente da Academia Brasileira de Letras, e esta teve sua Diretoria e seus Estatutos definidos em 28 de janeiro de 1897.





sábado, 6 de maio de 2017

ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS, ARTES E CIÊNCIAS - APLAC

xxxxxxxx

TALVEZ UM CONTO (não sei).

Jubileu de Ouro[1]
Xiko Mendes
Academia Planaltinense de Letras, Artes e Ciências-APLAC


Passaram-se cinquenta anos daquele episódio triste que marcou toda a minha vida. Naquela época eu tinha uns vinte anos. Era balconista. Trabalhava no botequim da esquina mais movimentada de minha cidade em frente ao único posto de gasolina daquele pobre vilarejo perdido no sertão de Minas, uma corrutela com menos de três carros automotivos. Foi aí que uma cena povoou minhas retinas para sempre.
 Num certo dia, uma quarta-feira de cinzas, antevéspera do sábado de aleluia, bem defronte a uma mangueira gigante que ficava em frente àquele botiquim, uma criança ajoelhou-se com braços cruzados diante de uns quinze jovens que tinham a minha idade e que ali estavam montando o boneco do judas para a malhação que ocorreria no sábado seguinte. Essa era a única diversão daquela meninada naqueles dias.
Essa criança ali ficou ajoelhada a manhã inteira. Não se sabia se contemplava a beleza do boneco ou se meditava sobre a malhação do judas. Nada dizia. Seu silêncio angelical me incomodava. Decidi então inquiri-la. Quis saber dela o motivo. Pensei com meus cotovelos: a mãe deve ter a orientado para se sacrificar ou crucificar-se naquela semana santa. Quase nada me disse; apenas seu nome. José Maria. A noite chegou e ali ela permaneceu. Voltei no meio da noite; e outra vez eu fiz as mesmas perguntas. Sem resposta. Dormi inquieto. Antes que a aurora desse adeus àquela criança, decidi voltar pela última vez. No raiar do amanhecer, ali não encontrei nem a criança nem o boneco do judas nem a mangueira frondosa e tão viva. A árvore ficou tão emudecida quanto aquele menino – pensei comigo –  murchou-se no meio da noite e amanheceu morta.
Será que aquela criança morrera? Não. Uma semana depois da Malhação de Judas nas ruas da minha cidade, encontrei a mesma criança em cima da jumenta do meu pai. Era com essa jumenta que em todos os anos a meninada morria de rir colocando o judas em cima dela e malhando-o como se estivessem crucificando todas as pessoas maldosas do mundo. Ao final desse ritual triste, a jumenta era devolvida ao meu pai. O resto do boneco era queimado como se fosse uma expiação.
Não me contive. Dirige-me àquela criança casmurra, maltrapilha e cismada, que tinha aproximadaemente uns nove anos, e disse-lhe:
– Desça dessa jumenta e me diga por que dias antes não quisera falar comigo ao que ela respondeu, prontamente:
– O mal não se paga com o mal. E essa jumenta não deve nunca mais ser usada para malhar judas. Se Judas traiu Jesus Cristo, vocês estão traindo a jumenta ao expô-la em praça pública carregando aquele boneco ridículo que é espancado por todos. Essa jumentinha andou com aquele boneco em cima dela, tão caladinha – como caladinho fiquei, presenciando, triste, e imaginando o que ela estava sentindo. Quis adivinhar o sentimento dela. E acho que ela queria que você a colocasse numa carroça para fazer o aniversário de todas as crianças pobres dessa cidade. 
Foi aí que pensei em largar aquele empreguinho mixuruca. Despedi-me daquela criança e achei que nunca mais iria vê-la. Como não tinha dinheiro (e trabalhava sem carteira assinada), juntei o pouco que tinha e comprei uma carroça. Meu pai me doou a dita jumenta. E assim nasceu naquela corrutela a primeira empresa de eventos. Decidi que iria ficar rico organizando aniversários das crianças pobres de minha terra.
Rico? Não fiquei. Ninguém fica rico fazendo aniversários. Anos depois, fiz o aniversário do filho do Zé Maria. Foi a festa mais linda da minha vida. Mas naquele mesmo dia minha jumentinha morreu. Triste e feliz ao mesmo tempo, decidi abandonar a profissão. Passaram-se mais alguns anos e reencontrei Zé Maria com aquele seu filhote, agora rapagão, o último aniversariante da minha empresa informal. Quis inquirir o Zé Maria sobre aquela cena que marcou minha vida há cinquenta anos.
– Por que você ficou o dia e a noite toda de braços cruzados e pernas ajoelhadas entreolhando a montagem de um boneco?
– Porque a vida, amigo, é feita de silêncios cheios de palavras que se multiplicam no vácuo do tempo e às vezes é necessário passar cinquenta anos para que a gente entenda como a morte daquela mangueira e de sua jumenta são importantes para compreender que tudo isso é a soma de uma matemática que não expressa em números o meu silêncio de décadas atrás, mas traduzem apenas numa troca de olhares todos os aniversários que você fez em toda a vida. Sua jumenta morreu feliz porque deixou de carregar o judas malhado. E dali em diante transportou presentes que fizeram alegres centenas de crianças por aí afora. A jumenta permanece viva como imagem resplandescente na cabeça daqueles aniversariantes felizes cuja festa você é quem fez.
Despedi-me do Zé Maria pela última vez. E guardei para sempre nessas minhas surradas retinas de idoso remoendo o passado quanto o tempo, senhor da razão, precisa de tempo para traduzir em nossos corações o que a gente leva década para entender.



[1] Jubileu é uma festa feita a cada cinquenta anos para comemorar alguma coisa.

terça-feira, 21 de março de 2017

APL REUNIÃO 1/4/2017

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA APL

Pelo presente Edital e a quem interessar possa (em conformidade com o Estatuto Social vigente), FICAM CONVOCADOS TODOS OS MEMBROS EFETIVOS desta Entidade para comparecerem à Assembleia Geral Ordinária, que será realizada em conformidade com o ORGANOGRAMA abaixo descrito:
       I.          DATA: sábado, 1º (primeiro) de abril de 2017;
     II.          HORÁRIO: a partir das 14 horas;
   III.          LOCAL: CEF 01 de Planaltina (Centrinho);
  IV.          PROGRAMAÇÃO BIMESTRAL:

4.1: ABERTURA pela MDT – Mesa Diretora dos Trabalhos:
A.    Palavras do Presidente;
B.     Leitura da Ata (Sessão anterior) e da Pauta;
C.     Informes Oficiais da Entidade;

4.2: TAL – TRIBUNA ACADÊMICA LIVRE (Palavra Franca para Informes Gerais): espaço para divulgação de assuntos diversos tanto pelos acadêmicos quanto pelos demais presentes;

4.3: MOCSA – MOMENTO OFICIAL DE CULTO AO SABER ACADÊMICO: espaço livre para Manifestações ou Observações Culturais (Sugestão: 57 anos da Inauguração de Brasília);

4.4: CARPE-DIEN – CARDÁPIO DE PETIÇÕES E DELIBERAÇÕES INSTITUCIONAIS DA ENTIDADE (Tomada de Decisões):
A.    Discussão e votação da Proposta de Novo Estatuto, já previamente examinada pela Comissão de Reforma Estatutária; essa proposta foi entregue aos acadêmicos em 18/2/17 e disponibilizada em blog igualmente divulgado;
B.     Discussão e votação da Proposta de Regimento Interno, autoria da Diretoria, e já previamente examinada pela dita Comissão; também divulgada no mesmo texto de estatuto;
C.     Organização do Cerimonial de Posse, prevista para 24/6/17, dos Acadêmicos aprovados na Sessão de 18/2/2017;

4.5: ENCERRAMENTO previsto: 17:30;

Brasília-DF, 15 de março 2017.

XIKO MENDES

Presidente, Gestão Interina (18/2 a 4/9/2017).

sábado, 4 de março de 2017

CIA TRANSIÇÕES PLANALTINA-DF

Talentos de Planaltina-DF

Professor e escritor XIKO MENDES
(Presidente da APL – ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS).

No dia 28 de fevereiro de 2017 Planaltina, silenciosamente, se esqueceu de celebrar os 125 ANOS da instalação do município de Mestre d’Armas-GO. Sim, antes de julho de 1917, nossa cidade teve vários nomes. Entre 1750 e 1811 era simplesmente Mestre d’Armas. Tornou-se São Sebastião de Mestre d’Armas (1811, 1859, 1891). Virou município conservando seu nome primitivo (1892-1911). Depois nossa cidade  por seis anos virou Altamir. Nome que não colou. E em 1917 – há exatos cem anos! – fomos renomeados como Planaltina (até então adjetivo para quem mora no Planalto Central).

Esse preâmbulo aqui foi feito para lembrar quanto Planaltina não deve perder as apresentações geniais da sua companhia de dança TRANSIÇÕES. Hoje, 4/3/17, assisti por 70 minutos, na pracinha do Museu Histórico e Artístico de Planaltina, um dos mais belos espetáculos de dança em Brasília. Composto por dez jovens e talentosos bailarinos, entre eles, minha ex-aluna Lorena Siqueira, este grupo tem futuro promissor no celeiro cultural brasiliense e quiçá do Brasil.

O espetáculo AS FACES DE UM POVO CENTENÁRIO nada mais é que uma bela homenagem aos 125 anos dessa Planaltina que emancipou-se lá em 1891/1892 para naquela mesma época hospedar a Missão Cruls que aqui veio promover estudos científicos preparatórios do que depois seria a construção de Brasília. Nós, da APL – ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS (que em breve nos tornaremos Academia Planaltinense de Letras, Artes e Ciências – APLAC assim que aprovarmos nosso novo estatuto em abril de 2017), PARABENIZAMOS ESSES DEZ JOVENS DA CIA TRANSIÇÕES com a certeza de que a grande mídia erra, fragorosamente, quando amplifica ações violentas em nossa cidade e deixa de dar visibilidade nos meios de comunicação a eventos culturais tão bem feitos como esse da TRANSIÇÕES.


            PARABÉNS, AO LEHANDRO e sua equipe pelo excelente espetáculo! Siga em frente, TRANSIÇÕES!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA-DF

ATO DE DESAGRAVO ACADÊMICO AO EDUCADOR E HISTORIADOR MÁRIO CASTRO, APROVADO POR UNANIMIDADE NA ASSEMBLEIA GERAL ACADÊMICA DE 18/2/17, PARA SER LIDO NA PRÓXIMA REUNIÃO DO CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA-DF**

À ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE PLANALTINA;
Ao Ilmº. Sr. Prof. Nilvan Vasconcelos,
D.D. Presidente do Conselho do Patrimônio Cultural de Planaltina-DF;
Brasília – DF.

A ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS – APL, Entidade Cultural sem fins lucrativos, criada e funcionando nesta cidade desde 1998, atualmente com 24 escritores associados, CONSIDERANDO AS INFORMAÇÕES ABAIXO:
      I.          Que o escritor Mário César de Sousa Castro, (...), é Diretor Cultural e de Comunicação Institucional de nossa Entidade, e que desempenha seu cargo administrativo com lisura e respeito, e goza entre nós de total confiança e admiração pelo excelente trabalho que já fez e faz em defesa da preservação do Patrimônio Cultural de Planaltina, sendo ele reconhecido regionalmente dentro e fora do DF por diversos pesquisadores renomados como Paulo Bertran e outros, como um dos mais sérios cientistas sociais focados nos estudos do Planalto Central do Brasil;
   II.          Que diante de seu respeitado currículo acima citado que atesta, sem nenhuma dúvida, sua capacidade intelectual como Comissário Técnico de Patrimônio Imaterial neste CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA, e suas virtudes de natureza moral, e que tudo isso junto o credencia a exigir respeito à sua biografia e à sua trajetória como Educador e Historiador de Planaltina, independente de alguém concordar ou não com o enfoque de suas pesquisas;
III.           Que esta Entidade tomou conhecimento informal de GRAVÍSSIMAS OFENSAS MORAIS À HONRA E A DIGNIDADE DO HISTORIADOR MÁRIO CASTRO, que é nosso dirigente, e que ele SENTIU-SE DESTRATADO DE FORMA DEPRIMENTE na última reunião, em 2016, do CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA, e que isto provocou indignação coletiva entre os nossos associados;
IV.          Que o CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA, que tem sido conduzido pelo seu Presidente, Prof. NILVAN VASCONCELOS, com total lisura, retidão, firmeza ético-política nos pronunciamentos públicos e deliberativos em defesa dos Bens Patrimoniais de nossa cidade, que esta entidade entende que assim deve ser o comportamento de todos os conselheiros desta instância.

Diante do exposto, solicitamos da Presidência do referido CONSELHO:
A.   Que este ATO DE DESAGRAVO ACADÊMICO AO EDUCADOR E HISTORIADOR MÁRIO CASTRO SEJA LIDO NA PRÓXIMA REUNIÃO DO CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA-DF, e que tal manifestação desta entidade conste em ata;
B.   Que se registre também na mesma ata que esta entidade reconhece este CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA como instância deliberativa valiosa e indispensável, e que, por isso mesmo, faz aqui UM APELO PÚBLICO-INSTITUCIONAL por sua continuidade em parceria com as Entidades da Sociedade Civil Locais, e apela para que o Professor MÁRIO CASTRO permaneça sendo titular dando sua contribuição relevante à cultura de nossa cidade.

Planaltina-DF, Sessão Acadêmica de Sábado, 18 de fevereiro de 2017.

XIKO MENDES, Presidente da APL.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Jornal PLANALTINA EM LETRAS (texto para edição trimestral de março de 2017).

DF COMEMORA 60 ANOS EM 2017

Historiador Xiko Mendes
(Da Academia Planaltinense de Letras, ALANEG, ALNM, ANE e ALAP).

Como todos sabem, a mudança da capital federal era sonho antigo. Projeto concebido e repensado várias vezes desde o Tratado de Madri em 1750 quando o cartógrafo Francisco Tossi Colombina fez o primeiro mapa do Planalto Central para fixar as fronteiras entre Portugal e Espanha na América do Sul. Em 1823 José Bonifácio de Andrada sugeriu que Paracatu (que seria renomeada como Brasília) seria a sede da Nova Capital do Brasil. Em 1849 o historiador e diplomata Francisco Adolpho de Varnhagem (Visconde de Porto Seguro) editou sua primeira versão do “Memorial Orgânico” propondo construir Imperatória (este era o nome sugerido para a capital). Ele foi o primeiro que propôs de forma clara a localização da Capital aqui no Planalto Central. Em 1877 o dito Visconde passou todo o primeiro semestre daquele ano em Formosa-GO visitando as ditas terras planaltinas. No mesmo ano publicou em Viena na Áustria (onde era embaixador de nosso país), o livro “A Questão da Capital: Marítima ou no Interior?”. Neste livro defende com ardor que a Capital fosse edificada na atual região das Águas Emendadas (no meio das três bacias: Platina, Sanfranciscana e Amazônica), isto é, no meio entre a Lagoa Feia (Formosa), a Lagoa Formosa (em Planaltina-GO) e Lagoa Mestre d’Armas (em Planaltina-DF, hoje dentro da Estação Ecológica Águas Emendadas).
Quinze anos depois, em 5 de maio de 1892 chegava a Planaltina-DF, Pirenópolis, Formosa e Luziânia, os cientistas da Missão Cruls, para estudar e identificar o território do futuro DF conforme determinava o artigo 3º da Constituição Federal de 1891 (projeto de autoria do deputado catarinense Lauro Müller e subscrito por 90 constituintes). Em 17 de maio de 1894 era finalmente concluído o Relatório da Missão Cruls. Outros tantos relatórios foram feitos. Em 7 de setembro de 1922 – Centenário da Independência do Brasil – foi inaugurada em Planaltina (hoje DF), a construção do obelisco “Pedra Fundamental da Futura Capital dos Estados Unidos do Brasil” (projeto de autoria dos deputados Americano do Brasil e Rodrigues Machado).
Em 18 de fevereiro de 1957 – há exatos 60 anos – a Comissão chefiada por Dr. Ernesto Silva (depois Dirigente da NOVACAP – Companhia Urbanizadora da Nova Capital), encerrou o trabalho de medição das terras goianas no espaço demarcado para ser o Distrito Federal. A escrituração pública das terras deu-se neste dia histórico quando Goiás transferiu para a União (governo federal) a área onde hoje está Brasília-DF. Foram medidos 30.933,759 alqueires geométricos para constituir o território de 5.814 KM2, formando assim o nosso Distrito Federal.
Finalmente, com a Lei Federal nº: 3.273, de 1º de outubro de 1957, ERA INSTITUCIONALIZADO O DISTRITO FEDERAL como Sede da União e tendo como único município: Brasília-DF. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

FICIFEP (FÓRUM DE INTERLOCUÇÃO COMUNITÁRIA COM INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO EM PLANALTINA-DF)

Planaltina-DF, sexta, 17 de janeiro de 2017.
À Senhora Simone Macedo,
D.D. Diretoria da AACHP
ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO CENTRO HISTÓRICO DE PLANALTINA-DF.
À Professora OLGAMIR AMÂNCIA FERREIRA,
D.D. Diretora do Decanato de Extensão da UnB;
Ao Professor MARCELO BIZERRIL,
D.D. Diretor da FUP/UnB;
À Diretoria do IFB – Campus de Planaltina-DF.

               PREZADOS(as) DIRIGENTES,

               Neste momento em que se realiza em nossa cidade o VII SEMINÁRIO DE PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA, evento do qual celebramos sua importância para se discutir e avaliar propostas e políticas públicas culturais, nós, da Diretoria da APL, aproveitamos o ensejo para encaminhar em anexo PROPOSTA DE AUTORIA DE UM DOS NOSSOS ASSOCIADOS. Trata-se da proposta de criação do FICIFEP – FÓRUM DE INTERLOCUÇÃO COMUNITÁRIA COM INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO EM PLANALTINA-DF.
               Solicitamos que essa proposta seja apreciada (debatida e se possível aprovada) no sentido de se criar uma instância dialógica entre a UNB, o IFB e as Entidades da Sociedade Civil Organizada de Planaltina. Que o FICIFEP seja de fato um espaço para construir propostas e parcerias que materialize bons resultados na interface CULTURA-EDUCAÇÃO em nossa cidade. Embora a nossa entidade não seja autora oficial dessa proposta, avaliamos como prudente que ela fosse encaminhada oficialmente pela Diretoria da APL.
               Desde já agradecemos a acolhida de nosso pedido e aproveitamos para sugerir que de imediato umas ações do FICIFEP, caso aprovado, seja promover a realização de curso de EDUCAÇÃO PATRIMONIAL tendo como inscritos, prioritariamente, os membros do CONSELHO REGIONAL DE CULTURA DE PLANALTINA e do CONSELHO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA, mas que também sejam inscritos alunos de graduação e de cursos técnicos tanto da UnB quanto do IFB, e que a participação desses estudantes seja computada como complementação de créditos como curso de extensão universitária.
               Atenciosamente,


                              FRANCISCO DA PAZ M. SOUZA
ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS
Vice-presidente, Gestão 2011 a 2017.




Proposta encaminhada para discussão e votação no
VII Seminário de Patrimônio Cultural de Planaltina dia 20/01/2017.
_________________________________________________________
Minuta de Regimento Interno (provisório) do FICIFEP: Fórum de Interlocução Comunitária com Instituições Federais de Ensino em Planaltina-DF

Art. 1º: O Fórum de Interlocução Comunitária com Instituições Federais de Ensino em Planaltina-DF – FICIFEP é uma instância democrática, dialógica, paritária, crítico-propositiva e mediadora de avaliação de políticas públicas e projetos político-pedagógicos universitários no que trate da relação Cultura-Educação no contexto da interface Docência-Pesquisa-Extensão. É constituído com a FINALIDADE de se promover debates técnico-acadêmicos e político-pedagógicos regulares intermediando contatos e parcerias institucionais na execução de ações e projetos com a Participação Proativa, Autônoma e Equitativa de Entidades da Sociedade Civil Organizada Local junto à gestão de instituições federais de ensino como Universidade de Brasília – UnB e Instituto Federal de Brasília – IFB, visando a construção de propostas de Desenvolvimento Local Integrado Sustentável que incentive, divulgue, preserve e crie perspectivas de apoio material à valorização permanente do Patrimônio Cultural e Socioambiental de Planaltina – DF.
§ 1º: O FICIFEP não se constitui como pessoa jurídica e sua organização institucional e funcionamento dar-se-ão mediante assinatura de Termo de Adesão e Protocolo de Compromisso e Obediência ao seu Regimento Interno.
§ 2º: Dentro de cento e vinte dias após a constituição do FICIFEP, será aprovada a versão definitiva do Regimento.
§ 3º: Após a aprovação definitiva de seu Regimento Interno, suas deliberações serão oficializadas por meio de Regulamentos, Resoluções e outros meios definidos por seu Comitê Gestor.
Art. 2º: Podem se inscrever como membros do FICIFEP:
       I.          Entidades da Sociedade Civil Organizada que comprovem sede ou subsede e atuação regular/regularizada em Planaltina;
     II.          Instituições Federais de Ensino com campus em Planaltina;
   III.          Diretorias de escolas da Regional de Ensino de Planaltina;
  IV.          Pessoas físicas com militância cultural comprovada em Planaltina nos dois anos anteriores à solicitação de inscrição;
§ único: Para cada inscrito serão solicitadas cópias de documentação que identifiquem o candidato a associado;
Art. 3º: São OBJETIVOS do FICIFEP:
       I.          Reivindicar a PARTICIPAÇÃO PROATIVA, AUTÔNOMA E EQUITATIVA das Entidades da Sociedade Civil Organizada Local nos órgãos decisórios das instituições federais de ensino em seus campi situados em Planaltina-DF;
     II.          Solicitar das instituições federais de ensino como UnB e IFB, a construção de parcerias com Entidades da Sociedade Civil Organizada Local na proposição e execução de ações e projetos de valorização do Patrimônio Cultural e Socioambiental;
   III.          Propor e encaminhar demandas prioritárias relativas ao Patrimônio Cultural e Socioambiental de Planaltina incluindo-as no Planejamento Administrativo, Pedagógico e Orçamentário Anual das instituições federais de ensino;
  IV.          Avaliar políticas públicas culturais e sua relação com a interface Docência-Pesquisa-Extensão Universitária destacando, entre outros, os aspectos referentes ao compromisso institucional técnico-pedagógico com a preservação e divulgação dos Bens Patrimoniais de Planaltina;
    V.          Apresentar outras reivindicações culturais aprovadas em assembleia geral desde que envolvam a Matriz Identitária e Patrimonial de Planaltina.
 Art. 4º: São órgãos do FICIFEP:
       I.          Assembleia Geral: espaço de deliberação das decisões e discussões a serem tomadas pela maioria dos presentes em reuniões ordinárias trimestrais ou extraordinárias mediante carta convocatória de metade de seus membros ou por iniciativa do Comitê Gestor;
     II.          Comitê Gestor: coordenação política e técnica encarregada de presidir as reuniões ordinárias bimestrais para dar encaminhamento às deliberações.
§ 1º: O Comitê Gestor do FICIFEP é composto por quatro integrantes:
       I.          Coordenador Executivo: responsável pela Mesa Diretora dos trabalhos e oficialização dos encaminhamentos aprovados;
     II.          Coordenador Administrativo: responsável pela redação, documentação, despacho ou arquivamento das decisões, atuando também como Relator-chefe;
   III.          Coordenador de Relações Institucionais e Comunitárias: responsável pelos contatos externos que visem a articulação com outras instituições públicas e privadas e com a comunidade em geral, com foco na busca de novos parceiros que contribuam na construção de seus objetivos;
  IV.          Suplente: encarregado de substituir eventuais ausências ou impedimentos de quaisquer dos titulares.
§ 2º: O Comitê Gestor pode ser convocado, extraordinariamente por decisão de metade de seus integrantes ou pela Assembleia Geral.
§ 3º: Preferencialmente, o Comitê Gestor deve ser eleito de forma paritária sendo um membro pessoa física, um membro que represente entidade da sociedade civil local, um que represente as instituições federais de ensino e outro que represente Direção de Escolas e ou a Regional de Ensino.
Art. 5º: É proibido aos membros do FICIFEP:
       I.          Fazer apologia político-partidária, teológica ou sindical de qualquer natureza dentro dele;
     II.          Discriminar sócios e participantes por diferenças de opinião, credo, ideologia, convicção filosófica, questões de gênero ou raça.
   III.          Desrespeitar as deliberações tomadas pela maioria presente;
Art. 6º: Os casos omissos ou não esclarecidos neste Regimento serão deliberados no VII SEMINÁRIO DE PATRIMÔNIO CULTURAL DE PLANALTINA em 20 de janeiro de 2017.

Autor da Proposta:
Professor e Historiador XIKO MENDES[1]

OBSERVAÇÃO: a JUSTIFICATIVA DESSA PROPOSTA será apresentada oralmente pelo seu autor.




[1] Xiko Mendes (FRANCISCO DA PAZ MENDES DE SOUZA),  Professor de História e Historiador, é Servidor Público do Governo do Distrito Federal desde 1994.