sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Você conhece esse lugar? Então, leia!!!!

AGNELÂNDIA: Que lugar é esse?
Xiko Mendes
(Da Academia Planaltinense de Letras e da Associação Nacional de Escritores).

Sou uma pessoa que não vive em lugar onde a Cultura e a Educação são desvalorizadas ou onde a liberdade é sufocada pelo oportunismo, pelo jeitinho de querer levar vantagem em tudo. Só fico feliz se ver crianças sendo bem educadas e onde cineastas, artistas de circo, escritores, atores, professores, cientistas, pintores, artistas de rua se sintam felizes. Preciso estar em lugares onde pulsa a alma do povo. Por isso é que mudei para LISÁBRIA, capital de um estranho país tropical chamado LISARB, que Stephan Zweig já chamou de País do Futuro.

Em Lisábria fui morar primeiro na vila RORIZÍNIA. Mas não gostei. As escolas eram de lata. O lanche era feijão com farinha. Para manipular os pobres, o governo dava a eles leite e pão todos os dias como uma espécie de ração a conta gotas. A cultura era só para os ricos. No Grande Teatro de Lisábria várias atividades artísticas eram apresentadas às elites, que pagavam ingressos altíssimos. Um coronel controlava Lisábria nessa época, pois entendia que a cidade era um espólio de seus antepassados, antes donos de terras por ali quando a Capital foi construída por um ilustre descendente de João Nepomuceno, vindo da Boêmia, na extinta Tchecoslováquia.
Depois mudei de bairro. Fui morar na CRISTOVÂNIA quando um governante intelectual assumiu o Poder. Melhorou um pouco o ensino, mas ele fazia mais propaganda que o que de fato fazia para os mais humildes. Inventava projetos demais e se enrolava na realização deles. Professores fizeram greves e fracassaram. Inventaram uma tal de Escola Calanga, que também não deu certo. A cultura até avançou, mas não chegou nas favelas e nos lugares subterrâneos onde a alma humana se espreme nos becos para gritar a voz dos oprimidos contra o espírito subserviente da humanidade.

Mudei de novo pra vila Rorizínia. Aí “o bicho pegou”. Os assentamentos improvisados da época anterior se tornaram cidades cheias de gente sem emprego, sem saneamento, sem infraestrutura. Aumentou a violência e falta policiamento. Aumentou o povo e faltam hospitais que prestam. Nessa época, o novo governante de Lisábria mudou a denominação do meu bairro: passou a se chamar ARRUDÂNIA. Como era um homem de fé na corrupção, fé nas trapaças, logo ele tomou milhões em empréstimos internacionais, aumentou a dívida do Governo e melhorou a estrutura das periferias para se reeleger. Mas meteu a mão nos empréstimos e foi parar na cadeia. Foi preso na Cadeia de Pandora e, após muitas “orações da propina”, conseguiu ser solto. Seu governo esfacelou-se e parte de seus aliados foi pro outro lado. Estão procurando casa pra alugar no bairro Agnelândia. Será que vão ceder casa pra eles?
Revoltado, mudei de bairro. Agora estou morando na AGNELÂNDIA, mas estou com medo. Esse é um bairro novo, um lugar sedutor, cheio de promessas que ainda não se realizaram. Em todos os bairros onde morei aqui em Lisábria, Cultura e Educação nunca foram prioridades. Mas o novo governante dessa cidade-capital informa que agora vai priorizar a Educação e a valorização das artes e das ciências. Eu não acredito, pois há vinte anos sou um dos que lutam pela construção de uma CASA DE CULTURA. Infelizmente já mudei de bairro várias vezes como você observa e esse centro cultural ainda não foi edificado. Já saiu até verba, mas roubaram.
Agnelândia é um lugar cujo governo é um colchão de retalhos: tem político corrupto que migrou do bairro Arrudânia e do bairro Rorizínia; tem políticos éticos que antes eram meus vizinhos na vila Cristovânia. Vamos apostar que dessa vez a Ética derrote a INÉPCIA, pois o novo governante parece ser um homem simples, humilde e cheio de boa vontade em querer transformar nossa dramática situação. Leite, pão, lote de graça, kit invasão, condomínios irregulares, transporte pirata, frota de ônibus poluentes e caindo aos pedaços, endividamento público crescente, servidores públicos com salários achatados... Esse é o quadro social de Lisábria.
Será que tenho outra vez de mudar de bairro daqui a quatro anos? Mas prometo que não vou residir mais em Rorizínia, Arrudânia... São bairros decadentes onde a especulação imobiliária praticada pela empresa “Luizosório & Paulo” encareceu a moradia. Uma coisa eu lhe garanto: com casa ou sem CASA DE CULTURA eu não vou morar em Filipelândia. Na Copa de 2014, no jogo que ocorrerá em Lisábria, vou assisti-lo em outro lugar caso aqui, em Agnelândia, CULTURA e EDUCAÇÃO não se tornarem prioridades de governo. É ver pra crer, não é Dona Ilma Louzefa?


Feliz 2011 para todos os cultores das letras!

Eles NÃO calarão Nossa Voz!

Xiko Mendes e Sandra Araújo

Ninguém jamais calará a Nossa Voz
Porque ela é Verdade que incomoda.
É luz que segue acordando todos Nós
E é brasa viva para quem não acorda.

Ninguém jamais calará a Nossa Voz
Porque a Liberdade é o nosso projeto.
É nossa estrela que brilha e anda veloz;
E indica o caminho que achamos correto.

Ninguém jamais calará a Nossa Voz
Porque ela reivindica a Paz e o Amor.
Ela é contrária ao nosso instinto atroz,
Mas é instrumento contra o impostor.

Ninguém jamais calará a Nossa Voz
Porque o Silêncio é cúmplice do medo.
Hoje queremos que você se junte a Nós
Contra as mentiras e os falsos segredos.

Fonte: texto extraido de www.unidosporumformosodiferente.blogspot.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CASTRO ALVES
Patrono da Cadeira XI

Antônio de Castro Alves nasceu a 14 de março de 1847 na comarca de Cachoeira, na Bahia, e faleceu a 6 de julho de 1871, em Salvador, no mesmo estado brasileiro. Fez o curso primário no Ginásio Baiano.
Em 1862 ingressou na Faculdade de Direito de Recife. Datam desse tempo os seus amores com a atriz portuguesa Eugênia Câmara e a composição dos primeiros poemas abolicionistas: Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso, declamando-os em comícios cívicos.
Em 1867 deixa Recife, indo para a Bahia, onde faz representar seu drama: Gonzaga. Segue depois para o Rio de Janeiro, recebendo aí incentivos promissores de José de Alencar, Francisco Otaviano e Machado de Assis. Em São Paulo, encontra nas Arcadas a mais brilhante das gerações, na qual se contavam Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bia Fortes e tantos outros. Vive, então, os seus dias de maior glória.
A 11 de novembro de 1868, em caçada nos arredores de São Paulo, feriu o calcanhar esquerdo com um tiro de espingarda, resultando-lhe a amputação do pé. Sobreveio, em seguida, a tuberculose, sendo obrigado a voltar à Bahia, onde veio a falecer.
Castro Alves pertenceu à Terceira Geração da Poesia Romântica (Social ou Condoreira), caracterizada pelos ideais abolicionistas e republicanos, sendo considerado a maior expressão da época.
Suas obras : Espumas Flutuantes, Gonzaga ou A Revolução de Minas, Cachoeira de Paulo Afonso, Vozes D'África, O Navio Negreiro, etc.

JOSÉ DÉCIO FILHO
Patrono da Cadeira XII

José Décio Filho Nasceu na cidade de Posse (GO), em 08 de janeiro de 1918, e faleceu na cidade de Goiás, em 04 de julho de 1976. Fez o primário em sua cidade natal e, em Formosa-GO, iniciou e concluiu o secundário no Lyceu de Goiás.
Na década de 40, atuou nos jornais O Popular, Folha de Goiaz e Tribuna de Goiás, e colaborou na revista Oeste, que muito contribuiu com a formação modernista em Goiás.
Em 1960, os intelectuais indicam seu nome para o Departamento de Cultura, atuando nesse órgão por muitos anos junto à Secretaria de Educação e Cultura de Goiás. Gilberto Mendonça Teles, no livro A poesia em Goiás, assinala que a poesia de José Décio Filho é bem representativa no segundo momento do Modernismo, na fase construtivista, filiada a Carlos Drummond de Andrade, por isso “que, tecnicamente, a sua linguagem poética se filia a esse ritmo natural, amétrico — preciosas contribuições estéticas do Modernismo à literatura nacional”.
Pelo seu livro Poemas e Elegias, de 1953, José Décio recebeu o Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos.

GRACILIANO RAMOS
Patrono da Cadeira XIV

Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrângulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das surras que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga, dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza, olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura".
Em 1894, a família muda-se para Buíque (PE), onde o escritor tem contacto com as primeiras letras. Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morara em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo". Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.
Em 1905 vai para Maceió, onde freqüenta, por pouco tempo, o Colégio Quinze de Março, dirigido pelo professor Agnelo Marques Barbosa.
Em 1938, publica seu famoso romance "Vidas secas". No ano seguinte é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário no Rio de Janeiro. Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo aos seus 50 anos.
O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo.
Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância". Os contos de "Insônia" são publicados em 1947.O livro "Infância" é publicado no Uruguai, em 1948.
Em janeiro de 1953 é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março, às 5:35 horas de uma sexta-feira. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.
Postumamente, são publicados os seguintes livros: "Viagem", 1954, "Linhas tortas", "Viventes das Alagoas" e "Alexandre e outros heróis", em 1962, e "Cartas", 1980, uma reunião de sua correspondência.

(NOGUEIRA JR, Arnaldo, www.releituras.com/graciramos)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

JOSÉ GERALDO
Patrono da Cadeira XXVII

José Geraldo Pires de Mello nasceu em Niterói, no dia 18 de maio de 1924. Estreou em livro com seu De Braços Dados (coroa de sonetos), em 1975, seguindo-se outro livro de sonetos: Chama de Amor (1978), O Catavento Amarelo (1978) e A Mensagem do Arco-íris (1981), todos eles publicados em Brasília, onde reside.
Também em 1975 licenciou-se em Português/Latim e Português/Espanhol pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília – CEUB, em cujo Departamento de Letras leciona desde 1978, nas áreas de Literatura Brasileira e Pesquisa Literária e, eventualmente, nas de Literatura Portuguesa e Teoria da Literatura. No mesmo estabelecimento de ensino integrou, em 1982, a primeira turma de pós-graduação (latu sensu) na área de Moderna Literatura Brasileira.
Apaixonado pela poesia clássica e especialista na arte de escrever respeitando o ritmo e a métrica, José Geraldo tem como ídolo o poeta Cruz e Sousa, a quem dedicou um Ensaio (Cem Anos com Cruz e Sousa), publicado pela Thesaurus em 1994.
No auge dos seus 83 anos, participa de várias entidades de caráter cultural, entre elas a Associação Nacional de Escritores (Brasília), Academia Niteroiense de Letras (Niterói-RJ), Academia Brasileira de Literatura (Rio de Janeiro), Academia Fluminense de Letras (Rio de Janeiro), Academia Brasiliense de Letras (Brasília), Academia de Letras dos Funcionários do Banco do Brasil (Rio de Janeiro) e Academia de Letras do Brasil (Brasília).
É comum encontrarmos na sua vasta obra poética - além do ritmo, da métrica e do lirismo - os versos burlescos, marca registrada do poeta, contista e ensaísta José Geraldo Pires de Mello.
José Geraldo faleceu a 21 de abril de 2010, deixando órfãos todos aqueles que apreciam os versos bem esculpidos.
PAULO LEIVAS MACALÃO
Patrono da Cadeira XXVIII

Paulo Leivas Macalão nasceu em 17 de setembro de 1903, na cidade de Santana do Livramento-RS. Filho de João Maria Macalão e Joaquina Georgina Leivas Macalão, o Pastor Paulo Leivas Macalão teve sua educação inicial no Colégio Batista do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo que sua formação secundária foi no Colégio Pedro II, também no Rio de Janeiro. Era desejo de sua família que seguisse carreira militar, a exemplo de seu pai, que era general do Exército Brasileiro, tendo planejado seu ingresso na Academia de Realengo, Rio de Janeiro. Porém a forte convicção de sua vida estava sendo orientada por Deus, e tendo seu coração movido pela necessidade espiritual de levar a mensagem de amor e de esperança de Deus, revelados ao mundo através de seu filho Jesus Cristo.
Em 17 de janeiro de 1934 casou-se com a missionária Zélia Brito Macalão, que sempre colaborou efusivamente no ministério de seu esposo. O casal teve um único filho – Paulo Brito Macalão.
O primeiro fruto do seu profícuo ministério foi a Assembléia de Deus de Bangu - RJ, advindo desse trabalho centenas de igrejas em alguns estados do Brasil. Possuidor de um grande preparo intelectual, grande conhecedor da música, exímio violinista, o Pastor Paulo Leivas Macalão é autor de grande número das mais belas composições da Harpa Cristã – o hinário oficial das Assembléias de Deus no Brasil. Profundo conhecedor da Bíblia, teve trabalhos publicados nos principais jornais e revistas evangélicos, além de fundar o jornal “O Semeador”.
Quando poucos acreditavam, o Pastor Paulo Leivas Macalão engendrou uma campanha para construção do Templo da Assembléia de Deus de Volta Redonda, templo esse que faz parte da configuração arquitetônica daquela cidade, sendo inclusive alvo de estudos para tombamento como patrimônio histórico da Cidade do Aço.
O Pastor Paulo Leivas Macalão faleceu às 9 horas e 16 minutos do dia 26 de agosto de 1982, aos 79 anos de idade.


(GONÇALVES, Nelson, www.alerjln1.alerj.rj.gov.br)
GUIMARÃES ROSA
Patrono da Cadeira XXXII

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) a 27 de junho de 1908 e teve como pia batismal uma peça singular talhada em milenar pedra calcária – uma estalagmite arrancada à Gruta do Maquiné. Era o primeiro dos seis filhos de D. Francisca (Chiquitinha) Guimarães Rosa e de Florduardo Pinto Rosa, mais conhecido por "seu Fulô" – comerciante, juiz-de-paz, caçador de onças e contador de estórias.
Aos 7 anos incompletos, Joãozito começou a estudar francês, por conta própria. Em março de 1917, chegava a Cordisburgo, como coadjutor, Frei Canísio Zoetmulder, frade franciscano holandês, com o qual o menino fez amizade imediata. Em companhia do frade, iniciou-se no holandês e deu prosseguimento aos estudos de francês, que iniciara sozinho.
Aos 9 anos incompletos, foi morar com os avós em Belo Horizonte, onde terminou o curso primário no Grupo Escolar Afonso Pena; até então fora aluno da Escola Mestre Candinho, em Cordisburgo. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João Del Rei, onde permaneceu por pouco tempo, em regime de internato, visto não ter conseguido adaptar-se – não suportava a comida, retornando a Belo Horizonte matriculou-se no Colégio Arnaldo, de padres alemães e, desde logo, para não perder a oportunidade, tendo se dedicado ao estudo da língua de Goethe, a qual aprendeu em pouco tempo.
Em 1925, matricula-se na Faculdade de Medicina da U.M.G.*, com apenas 16 anos. Em 1929, ainda como estudante, João Guimarães Rosa estreou nas letras. Escreveu quatro contos: Caçador de camurças, Chronos Kai Anagke (título grego, significando Tempo e Destino), O mistério de Highmore Hall e Makiné para um concurso promovido pela revista O Cruzeiro. Visava mais os prêmios (cem mil réis o conto) do que propriamente a experiência literária; todos os contos foram premiados e publicados com ilustrações em 1929-1930. Mais tarde, Guimarães Rosa confessaria que nessa época escrevia friamente, sem paixão, preso a moldes alheios – era como se garimpasse em errada lavra. Seja como for, essa primeira experiência literária de Guimarães Rosa não poderia dar uma idéia, ainda que pálida, de sua produção futura, confirmando suas próprias palavras em um dos prefácios de Tutaméia.


(NOGUEIRA JR, Arnaldo, www.releituras.com/guimarosa)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

RUI BARBOSA
Patrono da Cadeira XXXIII

Rui Barbosa de Oliveira foi, sem dúvida, um dos mais importantes personagens da História do Brasil. Rui era dotado não apenas de inteligência privilegiada, mas também de grande capacidade de trabalho. Essas duas características permitiram-lhe deixar marcas profundas em várias áreas de atividade profissional nos campos do direito - seja como advogado, seja como jurista - do jornalismo, da diplomacia e da política.
Foi Deputado, Senador, Ministro e candidato à Presidência da República em duas ocasiões, tendo realizado campanhas memoráveis. Seu comportamento sempre revelou sólidos princípios éticos e grande independência política.
Participou de todas as grandes questões de sua época, entre as quais a Campanha Abolicionista, a defesa da Federação, a própria fundação da Re¬pública e a Campanha Civilista.
Mesmo admirando a cultura francesa, como todos os intelectuais de sua época, Rui conhecia também a fundo o pensamento político constitucional anglo-americano, que, por seu intermédio, tanto influenciou a nossa primeira Constituição republicana. Era um liberal, e foi sempre um defensor incansável de todas as liberdades.
Orador imbatível e estudioso da língua portuguesa, foi nomeado presidente da Academia Brasileira de Letras em substituição ao grande Machado de Assis.
Sua produção intelectual é vastíssima. Basta dizer que a Fundação já publicou mais de 140 tornos de suas obras completas e ainda tem material para novas edições.
Rui representou o Brasil com brilhantismo na Segunda Conferência Inter¬nacional da Paz, em Haia e, já no final de sua vida, foi nomeado Juiz da Corte Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio.
Em suma, Rui foi um cidadão exemplar e, ainda hoje, sua memória é fonte de inspiração para um grande número de brasileiros.

(Mário Brockmann Machado, Presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa)
VIVALDO BERNARDES
Patrono da Cadeira XXXIV

Vivaldo Bernardes de Almeida nasceu em Uberaba – MG, em 1923. No ano de 1945 ingressou no Exército Brasileiro, a que serviu em Juiz de Fora – MG até 1948, quando se transferiu para o Rio de Janeiro. Residiu nesta cidade por 10 anos. Deslocando-se para a capital de São Paulo, lá residiu por 11 anos. Regressou à sua cidade natal, já como Oficial do Exército, e graduou-se em Letras-Português/Latim, pela Faculdade de Ciências e Letras São Tomás de Aquino. Posteriormente fez especialização em Análise Sintática, na Universidade de Uberaba – MG.
Lecionou, durante vinte anos, em diversos estabelecimentos de ensino, em Uberaba, pertencendo ao quadro de professores da Polícia Militar do estado de Minas Gerais, sendo aposentado.
Ainda nos bancos da Faculdade, interessou-se pela arte poética, publicando o opúsculo Antigamente era Assim, com sonetos, versos livres e trovas. Hoje, um romântico poeta contemporâneo, com características predominantes do Romantismo e do Parnasianismo, dedica-se inteiramente ao soneto, objeto único do livro Coroas Poéticas (publicado em março de 2005) e de grande parte do livro Versos Diversos (2006). Vivaldo Bernardes é, também, autor dos livros Teresinha em Versos (2009), Andréa em Versos (2010) e Flores e Pedras (2010), e de textos publicados na antologia 2º Momento Literário de Planaltina: Uma Viagem Onírica (APL, 2009).
Paradoxalmente, os males que o vitimaram em 1999 (meningite, leucemia, viuvez e depressão) também o incentivaram a dedicar seus textos à dor, à mulher, às flores, à vida e à morte.
Atualmente, Vivaldo reside em Planaltina-DF.
ÉRICO VERÍSSIMO
Patrono da Cadeira XXXVI

Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta (RS) no dia 17 de dezembro de 1905, filho de Sebastião Veríssimo da Fonseca e Abegahy Lopes Veríssimo. Em 1909, com menos de 4 anos, vítima de meningite, agravada por uma broncopneumonia, quase vem a falecer. Salva-se graças à interferência do Dr. Olinto de Oliveira, renomado pediatra, que veio de Porto Alegre especialmente para cuidar de seu problema.
Inicia seus estudos em 1912, freqüentando, simultaneamente, o Colégio Elementar Venâncio Aires, daquela cidade, e a Aula Mista Particular, da professora Margarida Pardelhas. Nas horas vagas vai o cinema Biógrafo Ideal ou vê passar o tempo na Farmácia Brasileira, de seu pai. Aos 13 anos, lê autores nacionais — Coelho Neto, Aluísio Azevedo, Joaquim Manoel de Macedo, Afrânio Peixoto e Afonso Arinos. Com tempo livre, tendo em vista o recesso escolar devido à gripe espanhola, dedica-se, também, aos autores estrangeiros, lendo Walter Scott, Tolstoi, Eça de Queirós, Émile Zola e Dostoievski.
Em 1920, vai estudar, em regime de internato, no Colégio Cruzeiro do Sul, de orientação protestante, localizado no bairro de Teresópolis, em Porto Alegre. Tem bom desempenho nas aulas de literatura, inglês, francês e no estudo da Bíblia.
Inicia, em 1947, a escrever “O tempo e o vento”. Previsto para ter um só volume, com aproximadamente 800 páginas, e ser escrito em três anos, acabou ultrapassando as 2.200 páginas, sob a forma de trilogia, consumindo quinze anos de trabalho. Traduz “Mas não se mata cavalo”, de Horace McCoy. Faz a primeira adaptação para o cinema de uma obra de sua autoria: “Mirad los lírios Del campo”, produção argentina dirigida por Ernesto Arancibia que tinha em seu elenco Mauricio Jouvet e Jose Olarra.
Ganha o Prêmio Jabuti – Categoria “Romance”, da Câmara Brasileira de Livros, em 1965, com o livro “O senhor embaixador”. Em 1968, é agraciado com o prêmio “Intelectual do Ano” (Troféu Juca Pato”), em concurso promovido pela “Folha de São Paulo” e pela “União Brasileira de Escritores”.
O escritor falece subitamente no dia 28 de novembro de 1975, deixando inacabada a segunda parte do segundo volume de suas memórias, além de esboços de um romance que se chamaria “A hora do sétimo anjo”.


(NOGUEIRA JR, Arnaldo, www.releituras.com/everissimo)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

EURIDES BRITO
Patronesse da Cadeira XXXVIII

Eurides Brito da Silva nasceu em Capanema, estado do Pará, filha caçula de retirantes nordestinos. De origem humilde, venceu pela educação, tendo sido professora desde os 14 anos de idade, quando começou sua luta para educar as crianças brasileiras.
Capacidade e determinação para enfrentar e vencer os novos desafios jamais faltaram a essa educadora respeitada em todo o país. Sua carreira acadêmica teve um percurso que se iniciou como professora leiga, depois normalista, mais tarde licenciada em Geografia e História pela Universidade Federal do Pará, doutora e livre docente pela Universidade Federal do Paraná, pós-doutorada em Administração de Sistemas Educacionais na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA).
Seu currículo profissional, além de sua missão de ensinar, contém as seguintes atuações: Durante dois mandatos, vice-presidente do Conselho Mundial de Sociedades de Educação Comparada; Diretora do Departamento de Ensino Médio e Superior da Secretaria de Educação do Pará; Dirigente de importantes órgãos do Ministério da Educação e da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal por quatro vezes;
Foi, por dois mandatos consecutivos, Conselheira do Conselho Federal de Educação; Exerceu mandato de deputada federal pelo Distrito Federal e é deputada distrital em seu segundo mandato.
Na área da cultura, terminou a construção do Teatro Nacional Cláudo Santoro e seu anexo; Criou o Arquivo Público e o Museu de Artes de Brasília. Criou também o quadro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Instituiu o Projeto Platéia, para levar espetáculos culturais às escolas públicas do DF e trazer os estudantes ao teatro. Recentemente, liderou a criação de uma ONG que mantém a Orquestra Sinfônica da Regional de Ensino de Ceilândia.
Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, trabalhou no apoio à criação do Fundo Constitucional do Distrito Federal, visando assegurar recursos para a segurança, saúde e educação.

CORA CORALINA
Patronesse da Cadeira XXXIX

Cora Coralina nasceu em 20 de agosto de 1889, na cidade de Goiás Velho (GO), na casa que pertencia à sua família há cerca de um século e que se tornaria o museu que hoje reconta sua história. Filha do Desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e Jacinta Luiza do Couto Brandão, Cora, ou Ana Lins dos Guimarães Peixoto (seu nome de batismo), cursou apenas as primeiras letras com mestra Silvina e já aos 14 anos escreveu seus primeiros contos e poemas. Tragédia na Roça foi seu primeiro conto publicado.
Em 1934 casou-se com o advogado Cantídio Tolentino Bretas e foi morar em Jabuticabal, interior de São Paulo, onde nasceram e foram criados seus seis filhos. Só voltou a viver em Goiás em 1956, mais de vinte anos depois de ficar viúva e já produzindo sua obra definitiva. O reencontro de Cora com a cidade e as histórias de sua formação alavancou seu espírito criativo.
Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e outras histórias mais, foi publicado em 1965, e levou Cora, aos 75 anos, finalmente a ser reconhecida como a grande porta-voz de uma realidade interiorana já afetada pelo avanço da modernidade, chegando a receber 06 prêmios de poesia no I Encontro das Mulheres na Arte. Recebeu, ainda, o troféu Juca Pato e o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás. O poeta Carlos Drummond de Andrade, surpreendido com a obra de Cora, escreveu-lhe em 1979: "(...) Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais (...)".
Cora Coralina tornou-se um símbolo da escritora que defende sua terra e sua gente, além de ser um ícone feminino na história de Goiás. Faleceu em Goiânia, a 10 de abril de 1985. Logo após sua morte, seus amigos e parentes uniram-se para criar a Casa de Coralina, que mantém um museu com objetos da escritora.

(D'ANDRÉA, Carlos F., www.cidadeshistoricas.art.br)
OSWALDO CRUZ
Patrono da Cadeira XL

Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu no dia 5 de agosto de 1872, em São Luiz do Paraitinga, pequeno povoado no interior do estado de São Paulo. Foi o primeiro dos seis filhos do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amélia Taborda Bulhões Cruz. Em São Luiz do Paraitinga, mais precisamente na chácara do Dizimeiro, passou os primeiros anos de sua vida.
Em 1877, quando tinha cinco anos, o pai resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro. Embora já lesse satisfatoriamente, tendo aprendido as primeiras letras com a mãe, foi só nessa ocasião que Oswaldo sentou-se, pela primeira vez, num banco escolar. Cursou o primário no Colégio Laure. Mais tarde, transferiu-se para o Colégio São Pedro de Alcântara e, depois, para o Externato Pedro II, onde se preparou para prestar os exames indispensáveis à matrícula nas escolas superiores.
Em 1886, aos quatorze anos – idade em que a maioria dos estudantes iniciava o curso secundário -, Oswaldo Cruz prestou, com sucesso, os exames para o ingresso na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
Oswaldo Cruz recebeu várias homenagens e prêmios, no Brasil e no exterior, em reconhecimento às suas contribuições para o desenvolvimento do país e da ciência médica, em geral. Para ele, tais homenagens eram dirigidas, na verdade, a todos os companheiros de Manguinhos.
Em 1913, veio a confirmação do seu nome para a Academia Brasileira de Letras. No ano seguinte, recebeu homenagens em Montevidéu e em Buenos Aires: a cruz da Legião de Honra francesa e a homenagem da Sociedade de Medicina e Cirurgia.
Aos trinta e cinco anos, após ter sido detectada a presença de albumina em sua urina, recebera um diagnóstico de nefrite, problema que conhecia bem, pois seu pai havia sofrido do mesmo mal até morrer, aos 48 anos. Sua saúde se deteriorava a olhos vistos e na noite de 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos, Oswaldo Cruz faleceu em Petrópolis-RJ.


sábado, 11 de dezembro de 2010

APL FESTEJA ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES EM 2010 COM MÚSICA E POESIA


Aconteceu na noite da última sexta-feira, dia 10/12, o ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES da Academia Planaltinense de Letras em 2010. O evento se deu no SALÃO CULTURAL do Casarão Hotel e reuniu um pequeno, porém seleto, grupo de espectadores que, atentos, deleitaram-se com o SARAU DE MÚSICA E POESIA proporcionado por aquela confraria. E mais uma vez, o grupo musical Riacho de Maná (composto pelos músicos Gersinho, Rodrigo do Cavaco, Henrique, Ari Feitosa e pelo músico e poeta Marcos Alagoas, titular da cadeira 11 da APL) marcou presença e deu um show à parte com seu belíssimo repertório da MPB, do qual fizeram parte algumas composições próprias.
Ao final do primeiro bloco de músicas apresentadas pelo grupo Riacho de Maná, os poetas Luiz Felipe Vitelli, Vivaldo Bernardes, Kora Lopes, Vanilson Reis, Adenir Oliveira, Xiko Mendes, Joésio Menezes e João Batista (coordenador do Projeto Rádio Diversidade e representante da Rádio Comunitária Utopia FM) presentearam a plateia com suas poesias, declamando-as com a sensibilidade e performance típicas dos poetas. Já a poetisa Geralda Vieira foi representada pela neta, Julianna Vieira, que leu uma poesia da avó em homenagem às mulheres.
Durante o evento, os poetas Geralda Vieira e Vivaldo Bernardes (ambos da APL) apresentaram ao público seus mais recentes trabalhos poéticos, os livros Do Meu, do Seu, do Nosso Coração e Flores e Pedras, respectivamente.
A noite festiva terminou da mesma forma que se iniciou: com os rapazes do grupo Riacho de Maná no palco, cantando e levando o público ao êxtase nirvânico. Mas como “tudo que é bom dura pouco”, tendo em vista o adiantado das horas (já passava das 22), a Presidenta da APL, Kora Lopes, em obediência à Lei 1.065/96 (Lei do Silêncio), agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a festa, prometendo para o ano vindouro outros eventos tão agradáveis como aquele.








sábado, 4 de dezembro de 2010

CONVITE



terça-feira, 30 de novembro de 2010

HOSANA À ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS
(Vivaldo Bernardes, Patrono da Cad. 34)


“Cessa tudo o que a antiga musa canta,
porque outro valor mais alto se alevanta”
desta voz repetindo os versos d”Os Lusíadas”
ou tornando Planaltina noutra Troia de “Ilíada”

tomada pela tropa intimorata e bela,
reduto da Cultura, abrigo do aedo,
trincheira das palavras em cor verde-amarela,
dos românticos versos aos contos de enredo.

Recanto da Cultura, oásis do saber!
Ergue o teu nome, desfralde a tua bandeira,
descobre quem pretende te enobrecer!

Conjuga esse teu verbo aos quatro ventos!
Avante, APL!... encare as barreiras,
frutos que são do teu infrene crescimento.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Poemas extraídos do jornal Portal da Transp@rência FORMOSENSE

Vozes de um FILHO DO MORRO do Barreiro
(Xiko Mendes)

Eu sou a Voz que hoje implora no deserto
Contra a ignorância e a dor da indiferença.
Sou a Voz de quem nas praças faz protesto
A favor da construção de nova consciência.

Uma nova Consciência contra os indiferentes:
Aqueles que nada fazem para mudar o Mundo.
Só cruzam os braços e manipulam os inocentes
Enquanto disseminam oportunismos iracundos.

Sou a Voz oposta às Bruxas do Coronelismo.
E sou a Voz que celebra o valor da Tradição.
Também sou a Voz contrária ao analfabetismo;
Contra aqueles que dificultam a transformação.

Eu sou a Voz que glorifica a vida comunitária;
E a Voz que sustenta os pilares da Democracia.
Eu sou a Voz que quer uma Cidade Humanitária
E a Voz das ruas e praças triunfando noite e dia.

Eu sou a Voz rouca e silenciosa do Zé Ninguém
E a Voz contra a injustiça e a omissão coletiva.
Eu sou voz que luta contra o Mal a favor do Bem.
É essa a força que me torna feliz com Voz Ativa.

Essa é a Voz contra os Aprendizes de ditadores!
Essa é a Voz que sempre usarei enquanto viver.
Viva a Liberdade de Expressão contra censores!
Essa é a Voz do Povo contra os Donos do Poder!


Não! Não cantarei...
(Xiko Mendes)

Não! Eu não cantarei essa Cidade apolítica
Que é controlada por alguns Seres Estúpidos.
Cantarei para quem tem consciência crítica
E vota sempre naqueles que têm escrúpulos!

Não! Não cantarei essa Cidade degradante
De quem manipula politicamente os Pobres.
Mas cantarei hinos de cidadania triunfantes
Enaltecendo nos humildes os valores nobres!


Não! Não cantarei a Cidade dos indiferentes
Cujos interesses míopes destroem a natureza;
Tudo porque em seus instintos deprimentes
Os segredos da vida são expressos em riquezas.

Não! Não cantarei um Município Abstrato
Das promessas impossíveis e sem lógica.
Mas cantarei sonhos realizáveis e imediatos
Dos que combatem as atitudes demagógicas.

Não! Não cantarei essa Cidade dos espertos,
Que enganam o Povo só para ficar no Poder,
Cometendo ilicitudes e outros desvios éticos,
Impedindo a Comunidade de se desenvolver.

Não! Não cantarei hinos de louvor a Demagogo
Porque é pessoa que trata, não cumpre e mente.
Cantarei sempre contra político inescrupuloso,
Que é verme-parasita corroendo a nossa Gente!

domingo, 28 de novembro de 2010

FRANCIS PAULA
Cadeira I

Francis Paula, pseudônimo de Francisco de Paula Gomes Filho, membro fundador da Academia Planaltinense de Letras – APL, é graduado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG).
Como professor de Língua Portuguesa, trabalhou em vários colégios particulares e em Cursinhos Preparatórios para Vestibulares e Concursos. Foi Revisor de Textos Jornalísticos e trabalhou, também, em Ministérios, Tribunais e Empresas Particulares.
Como Jornalista assinou, por alguns anos, a Coluna do Professor Xico, do jornal MESTRE D’ARMAS, por meio da qual apresentava ao público leitor “Curiosidades da Língua Portuguesa”.
Como poeta e escritor, participou das antologias Momento Literário de Planaltina e Sonhos e Saudades na Abertura do III Milênio, obras publicadas pela APL em 1999 e 2000, respectivamente.
PEDRO MENDES
Cadeira II

Idealizador e primeiro Presidente da Academia Planaltinense de Letras – APL, Pedro Mendes da Luz nasceu a 16 de abril de 1936, na Fazenda Varjão, no município de Carolina–MA (hoje, Estreito-MA), onde viveu até os 15 anos. Inconformado com a miséria naquela região, saiu em busca de “melhores dias” e aportou em Goiânia-GO, em meados de 1952. De 1954 a 1960 trabalhou como Topógrafo/Agrimensor naquela cidade.
Em 1970 ingressou na Faculdade de Direito de Anápolis-GO (FADA), porém formou-se Advogado na Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), no ano de 1973. Em 1976 esteve à frente da direção da Associação Comercial do DF (ACDF) e em 1977 foi um dos fundadores da Associação Comercial e Industrial de Planaltina-DF (ASCIP). No ano seguinte fundou, também em Planaltina-DF, a empresa O Mestre D’Armas Editora Ltda, responsável pelo jornal O Mestre D’Armas. Em 1980 assumiu a Presidência da ASCIP. Em 1985 foi nomeado Chefe do Departamento Jurídico do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
De 1987 a 1989, foi Administrador Regional de Planaltina. De 1992 a 1994 prestou serviços jurídicos ao município de Planaltina de Goiás (Brasilinha), em que exerceu as funções de Chefe do Serviço Jurídico da Área Social.
Hoje, Pedro Mendes trabalha em seu próprio escritório de Advocacia e é Presidente de Honra da Academia Planaltinense de Letras-APL.
MÁRIO CASTRO
Cadeira III

Mestre em Teoria Literária pela Universidade de Brasília – UnB, Mário César de Sousa Castro nasceu a 1º de maio de 1949, em Planaltina-DF (onde vive até hoje).
Professor aposentado da Secretaria de Estado e Educação do DF, artista plástico, dramaturgo, poeta, escritor, compositor e pesquisador, Mário Castro, em parceria com o amigo Pedro Mendes da Luz, foi um dos idealizadores da Academia Planaltinense de Letras – APL, da qual foi o segundo Presidente. Antes, porém, ajudou a fundar a Academia de Letras do Distrito Federal (em 1994), sendo titular da Cadeira nº 26.
Dentre as várias atividades profissionais, Mário Castro também exerceu as funções de Diretor no Complexo Escolar de Planaltina (1987) e na Regional de Ensino de Planaltina (1988). Em 1989 esteve à frente da Secretaria Municipal de Educação de Planaltina-GO.
Sempre envolvido com a Cultura, Mário participou da organização de vários eventos culturais, dentre eles o I Festival de Música Sertaneja do DF, I Festival Aberto de MPB de Planaltina-DF, I Encontro Musical Shalon, I Salão de Artes Plásticas de Formosa-GO e I Salão Nacional de Artes Plásticas da Aeronáutica (no Salão de Belas Artes, em São Paulo).
Dentre suas obras literárias destacam-se: Realidade Pioneira, Mudanças Urgentes, Educação, Justiça e Liberdade, Cartilha Cultural de Planaltina e Paixão de Cristo em Planaltina, além de textos publicados nas antologias Momento Literário de Planaltina (APL, 1999) e Sonhos e Saudades na Abertura do III Milênio (APL, 2000)
Em 1992, Mário Castro recebe a Comenda do Itamarati, por ocasião das comemorações do Centenário da Missão Cruls.

Conheça alguns trabalhos de Mário Castro por meio do blog USINA LITERÁRIA.
MARY ANITA P. MARQUES
Cadeira IV

Filha mais velha de uma família de três irmãs, Mary Anita Pina Marques de Sousa passou a maior parte da sua infância no interior do estado da Bahia, em Palmeiras, na Chapada Diamantina.
Em 1987 estudou no Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia Católica de Salvador, mantendo-se sempre ligada a movimentos estudantis. Enquanto o país estava sob o comando dos generais, Mary vivia sob a atmosfera do polêmico Tropicalismo.
Concluiu os cursos de Direito e Artes Plásticas. Hoje ocupa as funções de Assistente Jurídico, no Ministério da Justiça, e Professora, na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.
Como mulher, desempenha várias atividades: mãe, companheira e profissional.
Como escritora, Mary possui a sensibilidade dos grandes poetas em transmitir o romantismo e o realismo, e isso ela faz com a maior naturalidade e grande facilidade. Tal afirmação pode ser constatada no livro MÃE, DEIXA EU FICAR DESCALÇO (Ed. Horizonte Ltda, 1998), de sua autoria, e na antologia MOMENTO LITERÁRIO DE PLANALTINA, coletânea publicada pela APL em 1999.

sábado, 27 de novembro de 2010

XIKO MENDES
Cadeira VI

Pós-Graduado em Ecologia Urbana pela Universidade Católica de Brasília, Francisco da Paz Mendes de Souza, ou simplesmente Xiko Mendes, nasceu em Formoso-MG, em 1968.
Funcionário concursado da Secretaria de Estado de Educação do DF desde 12/08/94, onde já desempenhou papéis como os de Vice-Diretor escolar eleito, Professor de História e Filosofia, etc., Xiko Mendes é casado, pai de dois filhos, educador, poeta bissexto, militante cultural e, principalmente, Historiador.
Ligado umbilicalmente aos movimentos culturais vernáculos de sua região natal e de Planaltina, onde mora desde 1989, é membro efetivo e co-fundador da Academia de Letras do Noroeste de Minas (Paracatu), ocupando a Cadeira XXXIV, que tem como patrono o historiador sanfranciscano Braziliano Braz, e da Academia Planaltinense de Letras, na qual ocupou a função de Secretário, no período de dezembro de1998 a setembro de 2001.
Em 2007, Xiko Mendes foi homenageado em Sessão Solene da Câmara Municipal de Formoso pelos relevantes serviços prestados à divulgação e preservação da Memória Histórica e Cultural daquele município.
Citado no Dicionário de Escritores de Brasília, de Napoleão Valadares, e no História da Literatura Brasiliense, de Luiz Carlos Guimarães da Costa, Xiko Mendes escreveu O Mito da Interiorização Através de Brasília (ensaio, Asefe, 1995), Formoso de Minas no Final do Século XX – 130 Anos (ensaio, 2002), Celebração de Um Momento Único (genealogia, 2003), Eco-História Local: Formoso em Sala de Aula (didático, 2007), Com a Palavra, o Menino da Capuava (poesias, 2007), Ideias para um novo Projeto de cidade em Formoso de Minas (2007), O Centenário de Guimarães Rosa (ensaio, 2008) e FuXiko na Tribuna (Ensaio, 2008). Como organizador e/ou participante, integra as antologias Projeto Aluno Escritor/Planaltina (Asefe, 1996), Projeto Aluno Escritor/Sobradinho (Asefe, 1996), Momento Literário de Planaltina (APL, 1999), Escritores Brasileiros Contemporâneos em Prosa e Verso (org. de Adrião Neto, Teresina-PI, 1999), Sonhos e Saudades na Abertura do III Milênio (APL, 2000) e Palavras, Sentimento e Paz (APL, 2002).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

AGOSTINHO ALVES
Cadeira IX

Agostinho Alves da Silva nasceu em Orizona - GO, filho de Manoel Alves da Silva Sobrinho e de lolanda Domingos da Silva. No ano de 1969 migrou-se para Brasília, tendo cursado o científico no Colégio Elefante Branco. Bacharelou-se em Direito pelo CEUB, em 1978.
Pai de cinco filhos: Leonardo Augusto, Marcus Roberto, Márcia Rosane, Laura Helena e Vinícius Augusto, sendo os dois primeiros Bacharéis e as duas Académicas, todos em Direito. Pertenceu aos quadros da Polícia Federal de 1976 a 1983, especializando-se em ENTORPECENTES, SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS, LAVAGEM DE DINHEIRO (Departament of me Treasury - USA), etc. Concluiu os cursos de formação para Delegado de Polícia Federal e da Polícia Civil do DF. Em 1983 assumiu o cargo de Delegado em Brasília, chefiando interinamente as Delegacias de Entorpecentes, Sobradinho, Planaltina, Lago Norte, Delitos de Trânsito, etc. Passou a Delegado-Chefe em 1993, exercendo a Titularidade no Núcleo Bandeirante e na Delegacia do Consumidor. Foi Assessor da Polícia Civil do Distrito Federal.
Concluiu, em 1990, o Curso Superior de Polícia, ministrado pela Academia de Polícia Civil do DF, oportunidade em que divulgou a Monografia intitulada "Entorpecentes - Considerações Gerais, Prevenção, Repressão, Tratamento e Recuperação" ( Obra com 100 páginas de comentários).
Aposentou-se aos 42 anos de idade, quando passou a exercer a Advocacia.
Titula da Cadeira IX da Academia Planaltinense de Letras desde a sua fundação, Agostinho Alves participou da antologia Palavras, Sentimento e Paz (APL, 2002).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

MARCOS ALAGOAS
Cadeira XI

Marcos Alagoas, pseudônimo de Marcos Antonino Nunes, nasceu a 07 de Julho de 1964, na cidade de Ouro Verde-GO. Filho de Fidélis Balbino Pereira e de Albertina Nunes Lemes, mudou-se para Planaltina-DF em setembro de 1968.
Marcos é funcionário público do DF, além de músico com especialização em flauta transversal e violão. Sempre trabalhou com arte, e como compositor participou de vários festivais de música popular brasileira em Brasília, ganhou alguns prêmios com arranjos de suas próprias músicas e estilos variados como o Baião, Reggae, Afoxé, Bossa Nova, samba. Dentre suas composições, destaca-se “O Moleque”, interpretado por Jess Maia na 3ª faixa do CD Canto Anormalidade.
Incentivado por amigos e pelo filho que adora poesia, lançou, em fevereiro de 2009, seu primeiro livro intitulado O Coração na Mão do Poeta (2008). Escreveu ainda o opúsculo Poesia: a Alma do Poeta (2009) e textos publicados na antologia 2º Momento Literário de Planaltina: Uma Viagem Onírica (APL, 2009).
Dentre os grandes nomes da poesia, Marcos Alagoas exalta a expressividade de Cora Coralina, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos e a filosofia dos grandes pensadores Platão, Sócrates, e Aristóteles.

domingo, 21 de novembro de 2010

VANILSON REIS
Cadeira XII

Vanilson Alves dos Reis, membro Fundador da Academia Planaltinense de Letras, nasceu a 15 de janeiro de 1962, na cidade de Formosa-GO. Licenciado em Letras pela FECLISF e Pós-Graduado em Língua e Literatura pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), é professor de Língua Portuguesa da Secretaria de Estado de Educação do DF.
Poeta e escritor, Vanilson é autor do “Projeto Cultural Poesia na Escola”, por meio do qual leva o livro e a poesia à comunidade estudantil mais carente. Já são mais de 2600 livros distribuídos gratuitamente nas escolas de 1º e 2º graus desde o seu lançamento, em 1992.
Sua bibliografia é vasta, e dentre as suas obras podemos destacar Algemas Pesadas (1984), Menino Chorão (1985), Estrada (1987), Capitão Destino (1990), Viola de Lágrima (1991), O Sol Nasceu Pra Todos (1992), Cárcere do Amor (1993), Pinheiro de Deus (1994), Avepoema (1996), Reis e Valetes (1999), Santos Vagabundos (2001), MM (2005) e W3: Uma Miss Brasília Esquecida (2009).

sábado, 20 de novembro de 2010

LOURDES SILVA
Cadeira XIV

Lourdes Silva Maciel, filha de Henrique de Sousa e Silva e de Jocelina Carlos Sousa, nasceu a 26 de setembro de 1935, em Planaltina-DF.
Graduada em Pedagogia (Licenciatura Plena) pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília – CEUB, Lourdes Silva foi Professora e Diretora de escolas da Fundação Educacional do Distrito Federal (hoje Secretaria de Estado de Educação) durante 27 anos da sua vida, aposentando-se em 1988.
Em 1989 foi eleita Vereadora na cidade de Formosa-MG, e lá foi representante da Educação na Câmara Municipal. Em 1994 trabalhou como Chefe de Gabinete do Prefeito de Planaltina de Goiás, Lenir de Sousa e Silva. De volta a Formoso, foi Secretária Municipal de Educação. Em 1997 Assessora da Secretária de Educação do DF, a professora Stella dos Cherubins Guimarães Tróis. Em 1999 foi indicada ao cargo de Diretora Regional de Cultura da Administração Regional de Planaltina.
Incentivada pela professora Eliacena Pereira da Costa, tomou gosto pela poesia e desde então não mais parou de escrevê-las. Extremamente romântica, Lourdes Silva retrata em seus versos a sua história, suas emoções e seus amores.
Membro Fundador da Academia Planaltinense de Letras, participou das antologias MOMENTO LITERÁRIO DE PLANALTINA (1999) e SONHOS E SAUDADES NA ABERTURA DO III MILÊNIO (2000), obras publicadas pela APL.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

JOÉSIO MENEZES
Cadeira XXVII

Pós-Graduado em Língua Portuguesa (Lato Senso) pela Universidade Salgado de Oliveira-UNIVERSO e professor da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal – SEE/DF, Joésio de Oliveira Menezes, filho de Raimundo Antônio de Menezes e de Maria Francisca de Oliveira Menezes, nasceu a 16 de maio de 1961, em Tobias Barreto - SE. Mudou-se para Planaltina-DF em dezembro de 1970 e desde essa época considera-se filho adotivo da cidade que o acolheu quando da sua chegada a Brasília; cidade que o acompanhou em suas aventuras e desventuras; cidade que o viu crescer, formar-se e constituir família (esposa e dois filhos) sem, no entanto, fazê-lo esquecer as suas raízes.
Membro fundador da Academia Planaltinense de Letras – APL, Joésio Menezes é autor dos livros Nas Asas da Poesia (1998), Fragmentos de Mim (2002), Um Dedo de Prosa (2007), Planaltina em 150 Versos (2009), Páginas Planaltinenses: Histórias que ninguém ousou contar (2010), Elas e Meus Acrósticos (2010), Viagem Pelo Brasil-Canção (2011), Mulheres, Flores e Outros Amores (2011) e Sob o Domínio do Medo (2013), além de trabalhos publicados nas antologias: Momento Literário de Planaltina (APL, 1999), Sonhos e Saudades na Abertura do III Milênio (APL, 2000), Palavras, Sentimento e Paz (APL, 2002), 2º Momento Literário de Planaltina: Uma viagem Onírica (APL, 2009) e Asas, Eixos e Versos (SESI/Rede Globo, 2010).
Joésio é, também, verbete no Dicionário de Escritores de Brasília, de Napoleão Valadares, e na 2ª edição da Enciclopédia de Literatura Brasileira, da Global Editora, em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional e a Academia Brasileira de Letras, cuja direção ficou a cargo de Afrânio Coutinho e J. Galante.

Conheça os trabalhos de Joésio Menezes por meio do blog PORTAL DA POESIA.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SEBASTIÃO B. LOPES
Cadeira XXVIII

Sebastião Batista Lopes, filho de Nestor Batista Lopes e de Maria da Lapa David Lopes, nasceu a 20 de janeiro de 1937, na Vila de Pau-a-Pique, 3º Distrito do município de Casa Nova–BA. No ano de 1959 migrou de sua terra natal e estabeleceu-se na cidade de Riachão das Neves, também no estado da Bahia. Lá constituiu família e tornou-se comerciante.
Em 1970 filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB); partido que o levou, em 1972, à Câmara de Vereadores e, posteriormente, em 1976, à vice-prefeitura daquela cidade. Ingressou no Ministério Evangelístico em 1984, aceitando, em definitivo, Jesus Cristo como seu salvador pessoal.
Em janeiro de 1990, mudou-se com a família para Planaltina-DF, onde cursou o Seminário Teológico Paulo Leivas Macalão. Iniciou o curso da EETAD e complementou seu aprendizado com vários cursos de Aconselhamento e Restauração Cristã. É Missionário Evangelista da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, em Planaltina-DF.
Membro fundador da Academia Planaltinense de Letras (APL), Sebastião Lopes é autor dos livros A FONTE D’ÁGUA VIVA (1998) e VITÓRIA NO SOFRIMENTO (1998), ambos de cunho religioso. É, também, autor de textos publicados nas antologias MOMENTO LITERÁRIO DE PLANALTINA (APL, 1999) e PALAVRAS, SENTIMENTO E PAZ (APL, 2002).

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

VERIDIANA BRAGANÇA
Cadeira XXX

Veridiana Bragança da Silva, filha de Valeriano Bragança e Valeriana de Castro Bragança, professora de matemática, nasceu em 18/07/1937, na cidade de Planaltina/DF, tendo iniciado sua carreira profissional como professora, em sua terra natal, no Grupo Escolar São Sebastião.
Em 1960 fez parte do primeiro grupo de professores reciclados através da CASEB, passando a lecionar a mesma disciplina na EIT e no Colégio de Taguatinga, hoje denominado CEAB.
Centenas de ex-alunos, hoje líderes comunitários de Planaltina, Taguatinga, Ceilândia, Guará, Sobradinho e outras cidades, prestam-lhe homenagem, guardando a lembrança da "velha mestra". Ela ainda hoje se realiza como professora, com as lembranças dos velhos tempos, quando o relacionamento aluno-professor deixava marcas benéficas aos dois segmentos. Por outro lado, Veridiana também lecionou nos cursos noturaos do Centro Educacional Elefante Branco e do Colégio Setor Leste, da Fundação Educacional do Distrito Federal.
Casada com Revaldo Eleutério da Silva e mãe de dois filhos (Ellen Lúcia e Carlos Eduardo), cursou Engenharia Civil na Universidade de Brasília. Foi engenheira da NOVACAP, onde sempre trabalhou na execução de obras de infra-estrutura, especializado-se em drenagem urbana e conservação de solos. Transferiu-se para o Departamento de Programação e Controle de Obras da Secretaria de Viação e Obras, em que exerceu os cargos de Assessora, Diretora do Departamento de Programa de Obras. Aposentou-se como Secretária Adjunta daquela Secretaria.
Em abril de 1986, a convite do Governador José Aparecido de Oliveira, voltou a trabalhar, assumindo o cargo de Secretária Extraordinária para Assuntos de Erosão, permanecendo nessa função até 1988, quando, a convite do então Governador Joaquim Domingos Roriz, foi dirigir a AMPLA, hoje Administração Regional de Brasília.
Em maio de 1989 voltou a dirigir o Departamento de Programação e Controle de Obras da Secretaria de Viação e Obras do GDF, cargo que ocupou até fevereiro de 1995, quando, a convite do Deputado Daniel Marques, foi dirigir o Setor de Património da Câmara Legislativa do DF.
membro fundador da Academia Planaltinense de Letras, Veridiana Bragança participou da antologia Palavras, Sentimento e Paz (APL, 2002) com texto PLANALTINA DE ONTEM.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

GERALDA VIEIRA
Cadeira XXXIII

Geralda Maria Vieira, natural do município de Nova Veneza-GO, filha de Lindolfo José da Silva e de Rita Maria de Jesus, nasceu a 18 de outubro de 1930.
Viúva de Geraldino Vieira Pereira, com quem teve três filhos (Edson, Vânia e Carlos), Geralda Vieira trabalhou como Professora em sua cidade natal e, em Brasília, foi funcionária pública da Procuradoria Geral da República. Hoje, aposentada, exerce a função de empresária no ramo da hotelaria (é proprietária do hotel “O Casarão”, em Planaltina-DF).
Poetisa, contista e romancista, Geralda Vieira começou a escrever ainda muito jovem. É autora do livro A Praça e a 3ª Idade (Brasília, 2004), O Diário de Um Escoteiro (2009), O Taxista (2010) e Do Meu, do Seu, do Nosso Coração (2010) e de textos publicados nas antologias Orizona em Prosa e Verso (Orizona-GO, 2002) - publicação coordenada por Olímpio Pereira Neto e João Pereira de Almeida - e 2º Momento Literário de Planaltina: Uma Viagem Onírica (APL, 2009), publicação da Academia Planaltinense de Letras.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

AURENICE VITOR
Cadeira XXXIV

Filha do baiano Antonio Vitor e da mineira Nair Cândida de Sousa, Aurenice Vitor dos Santos nasceu em Formosa-GO, no ano de 1967. Somente aos 11 anos conheceu a escola, mas aos 13 já escrevia seus primeiros versos, os quais falavam de uma infância sofrida, porém cheia de sonhos e fantasias.
Sempre ligada à literatura, Aurenice Vitor cultuou seu bom gosto expressando seus sentimentos por meio da poesia e dos contos. Desde então, tornou-se atuante nesse campo e durante 03 anos participou do Coletivo de Poetas de Brasília, onde teve a oportunidade de apresentar seu trabalho, organizando e apresentando vários saraus pelas noites brasilienses. Diante disso, o inevitável aconteceu: Aurenice tornou-se escritora e, desde o dia 13/06/2009 , é titular da Cadeira XXXIV da Academia Planaltinense de Letras – APL.
Utilizando uma linguagem simples, mas cheia de lirismo, Aurenice fala da fé em Deus, do Social e das várias faces da vida.
Aurenice Vítor é autora dos livros Navegantes da Solidão (1999, Ed. Thesaurus), O Homem Mais Rico do Mundo (FAC, 2005) e Tão Longe... Tão Perto (ainda inédito), além de textos publicados na antologia 2º Momento Literário de Planaltina: Uma viagem Onírica (APL, 2009).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ADENIR OLIVEIRA
Cadeira XXXVI

Adenir José de Oliveira Sousa, nascido em Planaltina-DF, fez o curso primário e ginasial na Escola Paroquial e o segundo grau (hoje Ensino Médio) no Centro Integrado de Ensino Médio – CIEM. Graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília – UnB.
Na sua profissão, executou vários projetos como: cenário fixo do Morro da Capelinha, Via-Sacra ao vivo, primeira reforma da Igrejinha de Fátima e do Museu Histórico de Brasília, dentre outros. Fez, ainda, várias projetos de residências e edifícios públicos.
Exerceu vários cargos públicos, dentre eles: Professor, Diretor de Cultura, Chefe de Gabinete, Assessor Técnico e, atualmente, trabalha na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Adenir Oliveira também é Artista Plástico, Animador Cultural e Coordenador da Folia de Reis e, nas horas vagas, ESCRITOR, e como tal publicou, pela UnB, um trabalho sobre Habitação Popular de Baixa Renda, premiado pelo BNH. Publicou, ainda, textos nas antologias Momento Literário de Planaltina (1999), Sonhos e Saudades na Abertura do III Milênio (2000) e 2º Momento Literário de Planaltina: Uma Viagem Onírica (2009), obras publicadas pela Academia Planaltinense de Letras – APL.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

NILTON ALVES
Cadeira XXXVIII

Nilton Alves Ferreira, filho de João Ferreira e de Januária Alves Ferreira, nasceu no dia 1° de maio, em Formoso - MG. Aos 08 anos de idade fixou residência em Planaltina - DF, cidade em que veio completar os seus sonhos alvissareiros.
Casou-se há alguns anos com Ana Mara F. Ferreira - musa dos seus sonhos poéticos -, e dessa união nasceram dois filhos, herdeiros de seus carinhos e esforços positivos.
Professor de Matemática e Física e Vice-Presidente do Conselho de Educação do DF, Nilton Alves empreende hoje, ao lado do amigo e também professor, Luiz Antonio, a maior empresa particular de Educação de Planaltina.
Como poeta e escritor, Nilton Alves é autor de textos publicados na antologia Sonhos e Saudades na Abertura do Terceiro Milênio (APL, 2000), publicação da Academia Planaltinense de Letras, da qual é membro fundador e titular da cadeira XXXVIII.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

KORA LOPES
Cadeira XXXIX

Filha de Balbino Lopes de Almeida e de Francisca Antonio da Silva, Kora Lopes, pseudônimo de Coraci Lopes da Silva, nasceu em Planaltina-DF a 11 de julho de 1940.
Viúva, mãe de quatro filhos e avó de seis netos, Kora viu Brasília nascer e crescer e é uma das professoras pioneiras do DF, hoje aposentada. Exerceu, durante sua vida profissional, vários cargos que valorizaram sua vida pessoal.
É uma pessoa extremamente romântica e tem uma ligação muito forte com o Amor, com a Natureza, com o Social e, principalmente, com Deus.
A vocação pelas Letras foi definida ainda na infância, quando desenvolveu o gosto pela leitura de Romances e Poesias, daí começaram a germinar sementes da vontade de escrever e herdou de Cora Coralina a simplicidade, e por isso identifica-se com ela, com a sua poesia, seus contos, sua vida...
Na Presidência da Academia Planaltinense de Letras desde setembro de 2005, Kora Lopes é autora de textos publicados nas antologias: Momento Literário de Planaltina (1999), Sonhos e Saudades na Abertura do III Milênio (2000) e 2ª Momento Literário de Planaltina: Uma Viagem Onírica (2009), obras publicadas pela APL.

sábado, 30 de outubro de 2010

ELIAS LEITE
Cadeira XL

Elias Leite Honório, filho de António Honório Sobrinho e Úrsula Leite da Silva, nasceu em Planaltina-DF.
Aos 09 anos de idade ficou órfão de pai, mas, apoiado pelo irmão mais velho, José Leite, que assumiu as funções de arrimo da família, conseguiu realizar um sonho de criança: ser MÉDICO.
Aos 18 anos fez o curso de Atendente de Enfermagem, no Hospital Regional de Sobradinho, vindo trabalhar, mais tarde, no Hospital Regional de Planaltina, onde fez muitos amigos. Trabalhou, ainda, no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no qual foi o instrumentador da 1ª cirurgia ali realizada.
Incentivado pelo então médico residente, Dr. Ilson Rosique (hoje, Cirurgião Plástico), a fazer o curso de medicina, informou-se sobre o intercâmbio cultural Brasil-Argentina, inscreveu-se e foi selecionado, ocupando uma das poucas vagas que havia em todo o país. Formou-se na Faculdade de Medicina, da Universidade Nacional de Córdoba (Argentina), com registro e convalidação da Universidade de São Paulo USP. Especializou-se em Clínica Médica, fazendo residência no Hospital Regional de Sobradinho.
Além da família (esposa e filho) e da Medicina, Elias tem outra grande paixão: A POESIA, por quem se apaixonou ainda na adolescência quando começou a esboçar seus primeiros versos. Essa antiga paixão levou-o à Academia Planaltinense de Letras, da qual é membro fundador, e a publicar alguns poemas nas antologias MOMENTO LITERÁRIO DE PLANALTINA (APL, 1999), SONHOS E SAUDADES NA ABERTURA DO III MILÉNIO (APL, 2000) e PALAVRAS, SENTIMENTO E PAZ (APL, 2002).
Elias sente-se um mero aprendiz da vida e diz que "ainda falta muito o que aprender", e que "nenhum alvo é fácil ou simples, porém, com persistência, coragem, firmeza e muita fé em Deus, tudo é possível.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PROJETO RÁDIO DIVERSIDADE DE VENTO EM POPA

Foto: Projeto Rádio Diversidade

Desde 2006, a Rádio Utopia FM, em parceria com as escolas públicas de Planaltina-DF e a Faculdade de Comunicação da UnB (Campus Planaltina), desenvolve o Projeto Rádio Diversidade. Nesse projeto, os estudantes daquelas escolas fazem programas radiofônicos cujos assuntos são relativos à comunidade. O atendimento pedagógico é feito em oficinas e seminários que tratam de temas sobre a diversidade cultural e ambiental, complementando, dessa forma, o trabalho desenvolvido na educação formal.
Além da produção radiofônica, o projeto estimula ainda a produção literária dos estudantes, o que já resultou na publicação de dois livros: Projeto Rádio Diversidade - Poesia e Prosa (abril/2009) e Projeto Rádio Diversidade - Poesia e Prosa II (outubro/2010), em que os textos, resultantes de trabalhos pedagógicos realizados em sala de aula, trazem temas do cotidiano e outros notadamente relacionados às questões ambientais.
O Rádio Diversidade é um projeto que visa oportunizar a todos os cidadãos de Planaltina espaços de visibilidade do ser e do fazer, mostrando a todos que a Cultura e a Informação têm várias faces, e a sua principal proposta é discutir, conhecer e valorizar a diversidade cultural e ambiental da nossa cidade.
Segundo a professora Olgamir Amância (UnB-FUP), uma das parceiras do projeto, o Rádio Diversidade tem se constituído em um dos principais catalisadores dos inúmeros movimentos que a sociedade planaltinense realiza em busca de autonomia.

sábado, 14 de agosto de 2010

ESCRITORES DA APL PROMOVEM NOITE DE AUTÓGRAFOS


A Academia Planaltinense de Letras – APL, em parceria com a Gerência de Cultura de Planaltina, promoveu uma NOITE DE AUTÓGRAFOS memorável, regada a música, poesia e muita gente bonita.
O evento, que fez parte da Programação Cultural em comemoração ao 151º aniversário de Planaltina, foi realizado na última sexta-feira, 13 de agosto, no quintal do Museu Histórico e Artístico da cidade, onde reuniram-se vários convidados para prestigiarem o lançamento dos livros O Taxista (Geralda Vieira), Páginas Planaltinenses: histórias que ninguém ousou contar (Joésio Menezes), Elas e Meus Acrósticos (Joésio Menezes) e Andréa em Versos (Vivaldo Bernardes).
Os presentes ao evento deleitaram-se com as canções do grupo musical RIACHO DE MANÁ (do qual faz parte o confrade Marcos Alagoas), encarregado de animar a noite, e com as poesias recitadas pelos poetas Vanilson Reis, Xiko Mendes, Vivaldo Bernardes, Aurenice Vítor, Joésio Menezes e Luis Felipe Vitelli.
Também subiu ao palco o cantor e compositor planaltinense, Zenaldo Paixão, que presenteou o público com sua belíssima voz e um variado e refinado repertório de grandes nomes da MPB. Mas as surpresas não pararam por aí: o Gerente de Cultura de Planaltina, Pedro Paulo Pepa, foi ao palco e fez um dueto com Gersinho, componente do grupo Riacho de Maná, mostrando-nos a todos o seu talento como cantor e provando que “Cultura se faz em casa”.
Já passava das 22 horas quando se deu o encerramento do evento, mas mesmo assim alguns convidados permaneceram no local conversando entre si e com as “estrelas da noite” sobre o sucesso da festa e outros assuntos quaisquer.
Ficou no coração de todos (escritores, poetas, cantores e plateia) aquele “gostinho de quero mais” e o desejo de outros eventos desse porte.