sexta-feira, 18 de março de 2011

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE AFRÂNIO COUTINHO

Há cem anos nascia, em Salvador-BA (15/03/1911), Afrânio dos Santos Coutinho, professor, escritor, crítico literário e ensaísta brasileiro. Em 17 de abril de 1962 foi eleito à Cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras e empossado em 20 de julho de 1962, pelas mãos do acadêmico Levi Carneiro.
Afrânio Coutinho era filho do engenheiro Eurico da Costa Coutinho e de Adalgisa Pinheiro dos Santos Coutinho. Formado em medicina, preferiu seguir a carreira de professor de Literatura e História no curso secundário. Foi bibliotecário da Faculdade de Medicina e professor da Faculdade de Filosofia da Bahia.
Em 1942, embarcou para os Estados Unidos, onde durante cinco anos frequentou cursos na Universidade de Columbia e em outras universidades norte-americanas, aperfeiçoando-se em Crítica e História Literária. Regressou ao Brasil em 1947 e foi morar no Rio de Janeiro. No ano seguinte, inaugurou, no Suplemento Literário do Diário de Notícias, a seção "Correntes Cruzadas" (que manteve até 1961), por meio da qual debatia problemas de crítica e teoria literária. Na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, criou, em 1951, a cadeira de Teoria e Técnica Literária, primeira iniciativa do gênero no Brasil. Foi colaborador de vários jornais e revistas literárias de todo o país, bem como do estrangeiro.
Em 1965, criou a Faculdade de Letras da UFRJ. Em 1968, foi nomeado diretor dessa faculdade, permanecendo no cargo até aposentar-se, em 1980. Foi ele quem também criou a Biblioteca da Faculdade de Letras, reconhecida como uma das melhores do gênero no Rio de Janeiro.
Na sua trajetória de vida, o soteropolitano Afrânio Coutinho construiu uma vasta biblioteca particular, que se tornou a base para a criação, em 1979, da Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC), destinada a promover estudos na área da literatura, ministrar cursos e conferências, e receber escritores nacionais e estrangeiros. Hoje a Biblioteca pertence à Faculdade de Letras da UFRJ.
Afrânio Coutinho faleceu em 5 de agosto de 2000, no Rio de Janeiro, deixando-nos como legado uma vasta obra literária. Antes, porém, coordenou a elaboração da Enciclopédia de Literatura Brasileira (obra em dois volumes), publicada em 1990 e reeditada em 2001.

(Planaltina em Letras, Ano 1, nº 3, p.2, jan/março-2011)

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