domingo, 28 de agosto de 2011

PLANALTINA QUER DESPERTAR O MUNDO ANTES DA COPA DE 2014

Prof. Xiko Mendes
(Da Academia Planaltinese de Letras)

As comemorações dos 50 anos de Brasília, em 2010, perderam o brilho por causa da "Caixa de Pandora" que jogou sobre a "terra-brasilis" metade dos males originários da era "roriziana" iniciada em 1987. A outra metade continua encoberta sob o manto da impunidade. Mas esse ano e os próximos prometem novas comemorações; desta feita entre cidades coirmãs (Planaltina, Formosa e Luziânia), que cederam partes de seus territórios para formar o DF. Nesse ano comemora-se 90 anos da publicação da 1ª edição do livro "Esboço Histórico de Formosa", autoria do mineiro Olimpio Jacintho. Infelizmente, passou-se o 168º aniversário de sua emancipação e nenhuma homenagem foi prestada pelos formosenses a esse grande intelectual, que tirou Formosa do anonimato e a inseriu na historiografia. Ainda é tempo de invocar essa grande efeméride.
Em março de 2012 teremos os 120 anos da instalação do município de Planaltina (isso exigiria duplas homenagens nas duas cidades homônimas, no DF e em Goiás). Em junho teremos os 120 anos da chegada da Missão Cruls, que veio ao Planalto Central e realizou estudos pioneiros que precederam a construção de Brasília. Em julho teremos o Centenário da Morte do escritor José de Mello Álvares, luzianense nativo que produziu estudos monumentais que balizaram a compreensão do território onde hoje está o DF. E em 7/9/12 teremos os 90 anos do lançamento da Pedra Fundamental em Planaltina, marco do compromisso pela transferência da Capital Federal.
Em 2013 teremos o Centenário de Nascimento do escritor Gelmires Reis, outro filho de Luziânia, que veio suceder Zé de Mello como grande intérprete da história e da cultura pré-brasilienses. E, finalmente, em 2014, em plena Copa do Mundo, poderíamos usar o jogo que ocorrerá em Brasília para divulgarmos todas essas comemorações, incluindo, para encerrar, os 120 anos do Relatório Cruls, publicado em 1894. Assim, Planaltina, Formosa e Luziânia teriam participações de destaque na Copa do Mundo como cidades-matrizes de uma civilização matuto-caipiresca anterior a Brasília e que serviu de base para os alicerces da construção da modernidade brasileira a partir de sua inauguração, em 1960.

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