sexta-feira, 9 de setembro de 2011

APL SOB NOVA DIREÇÃO
Da esquerda para a direita: Xiko Mendes, Kora Lopres,
Geralda Vieira e Marcos Alagoas


Após seis anos à frente da Academia Planaltinense de Letras, a poetisa Kora Lopes entrega a Presidência da confraria à escritora Geralda Maria Vieira, que comandará os trabalhos da APL pelos próximos três anos.
Geralda Maria Vieira, natural do município de Nova Veneza-GO, titular da Cadeira XXXIII, foi eleita por aclamação em Assembleia Ordinária realizada na noite do dia 25 de agosto do ano em curso.
A presidente que sai encontrou, em 2005, a APL agonizando na “UTI”, porém, com muito trabalho e dedicação, ela, juntamente com seus “fiéis escudeiros” (os integrantes da Diretoria e alguns poucos Acadêmicos interessados em dar uma sobrevida à instituição), conseguiu resgatá-la e recolocá-la novamente em evidência na galeria dos que fazem Cultura em Planaltina-DF.
Foi na gestão Kora Lopes que a Academia Planaltinense de Letras ressurgiu das cinzas e, como fez a Fênix, alçou voo por ares nunca dantes planados, até alcançar o reconhecimento dos moradores de Planaltina e de algumas regiões do entorno. Nesse período, a APL se fez presente - e atuante - na rede mundial de computadores por meio deste blog; promoveu vários eventos culturais; publicou uma Antologia Poética, criou o jornal Planaltina em Letras (em circulação desde setembro de 2010) e, em parceria com a Regional de Ensino e a Administração Regional, realizou o I Concurso Artístico e Literário de Planaltina, evento este realizado em 2011 por ocasião do 152º aniversário da cidade.
Geralda Vieira – a presidente que entra - terá a missão de levar adiante o belíssimo trabalho da sua antecessora, e para isso ela conta com o apoio e a dedicação dos novos integrantes da Diretoria: Xiko Mendes (Vice-Presidente), Joésio Menezes (Diretor Administrativo), Marcos Alagoas (Diretor Financeiro) e Adenir Oliveira (Diretor Cultural e de Comunicação Institucional).
Naquela mesma noite foi eleito, também, o novo Conselho Fiscal da APL, que tem como Presidente, Kora Lopes; Relator, Vanilson Reis, e Sub-Relatora, Aurenice Vítor.
Abaixo, e na íntegra, o emocionante discurso-desabafo da ex-presidente Kora Lopes quando da entrega da presidência a Geralda Vieira.

Caros confrades,
Eu não poderia encerrar o meu mandato, aliás, meu 2º mandato como Presidente da APL, sem dizer a todos o que significou para mim estes 6 anos.
Primeiramente quero falar como foi tornar-me acadêmica: ao receber o convite para participar da APL, por indicação da minha amiga, professora Selma Guimarães, pensei inicialmente em não aceitar porque não me sentia à altura para ocupar uma cadeira numa Academia de Letras, principalmente no meio de tantos “medalhões”, de tantos letrados. Mas a família e os amigos me convenceram a aceitar, e foi assim que no dia 05/12/98 eu me tornei Acadêmica fundadora da APL, tendo como patronesse Cora Coralina, cujo estilo livre e simples me encantam.
Numa festa com pompas e circunstâncias, os 40 membros que formavam a APL tomaram posse, aliás, 40 não, 39.
Desses 39 fundadores que se engalanaram no dia da posse e pareciam tão entusiasmados e determinados a cumprir o Juramento proferido por todos naquele dia, muitos nunca compareceram a nenhuma reunião. Outros, que no início frequentavam as reuniões e que apresentavam projetos e mais projetos sem nunca realizá-los, foram sumindo... sumindo... até que só restasse um pequeno grupo de mais ou menos 15 membros que formou a resistência da APL, a qual resistiu bravamente às dificuldades a fim de que a APL não “morresse”. Eram amantes da literatura, idealistas, sonhadores que não queriam ver os seus sonhos morrerem. Porém, nem todos aqueles que formavam a “resitência da APL” aguentaram a falta de apoio, de estímulo que começou a reinar. E o grupo foi diminuindo até a Academia ficar acéfala por um longo tempo. Mas ainda existiam aqueles que não se deixaram vencer e resolveram reerguer a APL. Após alguns encontros, em 2005 chegaram a um consenso e resolveram fazer uma eleição. Desse grupo, restam: Joésio Menezes, Xiko Mendes, Adenir de Oliveira, Vanilson Reis e eu, Kora Lopes.
Voltando à eleição, ninguém queria assumir a responsabilidade da Presidência e, depois de muitas discussões, me convenceram a aceitar o cargo para um mandato de três anos que, ao final, pelo mesmo motivo, foi prorrogado por mais três anos, que terminam hoje, sem muitas realizações.
Sempre senti um grande orgulho de pertencer à APL e fui uma entusiasta, esperançosa de que ela pudesse produzir muitos frutos. E apesar das dificuldades, ela, embora a passos lentos, está produzindo.
Estar presidente, para mim era um desafio, apesar de saber que eu estava na Presidência não porque me achavam capacitada para tal, mas porque eu representava a solução da Academia naquele momento. Mas, mesmo sabendo disso, aceitei o papel de “Rainha Elizabeth” e tive um 1º Ministro eficiente a toda prova que preencheu as lacunas que iam aparecendo, e por isso fiquei até o fim desse 2º mandato, que deixa um marco que contribuiu para que a Academia não morresse: a mudança do Estatuto, que permitiu a saída dos desinteressados pela APL e, consequentemente, a abertura de vagas para novos acadêmicos, o que nos rendeu ótimas aquisições, as quais juntaram-se a nós para fortalecer essa entidade cultural.
Por isso, ao deixar a Presidência, agradeço a todos, especialmente a Joésio, e desejo a D. Geralda muito sucesso à frente da APL, colocando-me à sua disposição sempre que precisar.
Não posso dizer que a Kora de hoje tenha o mesmo entusiasmo de antes, mas a responsabilidade é a mesma, e eu espero ter dado a contribuição que a APL precisou na hora certa.
Deixo ainda um alerta: abram vagas para novos Acadêmicos!... Planaltina é rica em número de poetas e escritores, os quais poderão dar uma grande contribuição à APL.
Mais uma vez, obrigada a todos!"

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