sábado, 15 de dezembro de 2012

MAIS UMA VEZ SEM TETO



            Às vésperas de completar quatorze anos, a Academia Planaltinense de Letras volta a fazer parte do “Movimento dos Sem-Teto”. O espaço que nos fora cedido nas dependências do Casarão Hotel não mais será o ponto de encontro dos intelectuais que, bimestralmente, se reúnem para debater a situação cultural da cidade e os rumos a serem tomados no que diz respeito à literatura planaltinense.
            A proprietária do hotel pediu o espaço de volta, porém, antes de fazê-lo, procurou a Gerência de Cultura de Planaltina e solicitou uma sala no prédio da antiga Prefeitura (situado na esquina da Rua Eugênio Jardim com a Rua Cel. João Quirino), para a acomodação da confraria. A solicitação foi prontamente atendida, e a partir de janeiro de 2013 a APL terá novo endereço, o qual, certamente, será inda mais provisório que o anterior visto que em 2014 haverá eleições e, dependendo dos resultados, mudanças poderão acontecer, o que nos deixa de sobreaviso.
            Desde que foi fundada (em 05/12/1998), a APL vive em busca de “um lugar ao sol” e de um espaço onde possa instalar-se em definitivo, sem riscos de despejos. O fato é que, pela quantidade de Acadêmicos (no total, 34 cadeiras ocupadas) e, principalmente, pelo número de confrades abastados e influentes, a APL já deveria ter instalações próprias, sonho alimentado por um pequeno grupo de confrades.
O Regimento Interno da APL - no artigo 1º, parágrafo único - prevê uma contribuição mensal de 5% sobre o salário mínimo vigente no país (hoje, algo em torno de R$ 30,00), contribuição esta destinada à sua subsistência e às despesas de serviços e promoção de eventos da instituição. Mas, infelizmente, para a maioria dos colegas de confraria o título de “Acadêmico” que ostentam é o que mais importa. E consequência disso é a situação de nômade por que passa a Academia Planaltinense de Letras.

(Planaltina em Letras, Ano III, nº 10, p.08, out/dez-2012)

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